sábado, 13 de junho de 2009

Haddock chegou à Bélgica

Palavras para quê: é Avignon a Cidade dos Papas!
É uma cidade carregada de história que a industria do turismo aproveita da melhor maneira.
Começámos por visitar o Palais des Papes com utilização de um audioguia. Trata-se de um edificio imponente com os seus 15000 m2. É uma pena que, como em todos os edificios de caracter religioso, a Revolução Francesa tenha passado por lá, mutilando tudo o que, de longe ou de perto, pudesse ter algo a ver com a religião. Depois de, definitivamente, os legados pontificios terem abandonado a cidade, o Palácio esteve ao abandono servindo mais tarde de caserna militar. Foi com grande labor que os responsáveis da cultura o tentaram depois recuperar para poder ser mostrado e dar uma pálida ideia do que já foi. Mas a imaginação do visitante tem que trabalhar muito.
Visitou-se também a magnifica Catedral dos Doms onde se encontra sepultado o Papa João XXI (sepultado é uma maneira de dizer pois, como não podia deixar de ser, a Revolução Francesa passou por lá, os tumulos estão actualmente vazios e a pequena história refere que os revolucionários jogaram à bola com o crâneo do Papa).
As visitas da cidade com guia historiador são uma mais-valia: a grande História, as pequenas histórias, os monumentos descritos por quem os conhece perfeitamente fazem olhar a cidade com olhos mais informados.

O 1 de Junho, segunda feira de Pentecostes, é dia de feriado rigoroso em França. Estava programada a visita de Carpentras, onde contávamos pernoitar. Encontrámos com facilidade a AS AC, estacionámos e saímos para visitar a cidade. Forte desilusão; recepção nula do ponto de vista turistico, cidade sem atractivos, suja, deprimida sendo a pouca população presente de origem magrebina. Total ausência visivel de autoridades e um sentimento difuso de insegurança. A visita durou uma hora e ficámos felizes por encontrar a AC sã e salva.
Como tudo se encontrava encerrado por todo o lado recolhemos ao PC “Mont Ventoux” em Mazan para pernoitar: local simpático, onde éramos os únicos portugueses entre os outros 49 holandeses. O Mont Ventoux está à vista.
O próximo destino no programa era Vaison la Romaine. De Mazan a Vaison o Tonto indica 22 km; vamos, no entanto, fazer 70 porque nos parece bem ir ao “assalto” do Mont Ventoux que temos visto apenas nas etapes da volta à França em bicicleta. As paisagens são impressionantes como impressionantes são a ascensão e a descida, esta feita em segunda e com paragem a meio porque os travões começaram a cheirar a chamusco.
Um português no Mont ventoux.
De notar a beleza da estrada de Mazan por Mormoiron, Bédoin e Malaucène. Em quase todas as vilas é mostrado, bem em evidência, o sinal de AS para AC. Utilizámos a de Malaucène, perfeita na sua simplicidade, sem equipamentos sofisticados, mas com tudo o que é necessário; e grátis e sem limitações de permanência e perto do centro da vila e perto da Gendarmerie. Ah estes franceses e o seu sentido de negócio: eles sabem as vantagens comerciais que lhes trazem os autocaravanistas que pernoitam nas suas vilas. Lá chegámos a Vaison la Romaine e encontrámos completo o PC que tinhamos em vista, pela sua proximidade ao centro histórico, o “Théatre Romain”. O proprietário sugeriu-nos então a AS municipal “Le Colombier”, para a qual nos dirigimos e onde nos instalámos.

Esta AS com capacidade para cerca de 30 AC está idealmente situada para a visita à cidade, entre vinhas e um agradável bairro residencial. Tem todos os serviços necessários com simplicidade e sem equipamentos esotéricos. Não há limites de permanência e o empregado municipal passa diáriamente às 19 horas para cobrar os 6 € de taxa.
Vaison é:
-Romana- expõe a céu aberto 15 hectares de vestigios que nos dão uma ideia do seu explendor passado.
-Medieval- Depois de passar a Ponte Romana (que resistiu valentememte às catastróficas inundações do Ouvèze em 1992) começamos a subida para a cidade medieval com as suas encantadoras casas admirávelmente conservadas e adaptadas.































-Cristã- local de culto notável a Catedral de Nª Sª de Nazaré e o seu claustro são belos exemplos do românico provençal.
O museu do Puymin conserva peças romanas genuinas, notáveis para quem se interessa por aquela civilização.

















A 4 de Junho deixámos Vaison e, sempre guiados pelo Tonto evitando AEs, seguimos por Nyons, Gap, Grenoble até Aix les Bains. A estrada escolhida embora bastante sinuosa e trabalhosa é de excepcional beleza. Instalámo-nos no PC do Sierroz bem à beira do Lago do Bourget. Aix é uma cidade termal, com o seu cachet “antiquado” de que é exemplo o edificio do Casino.

Conserva também alguns vestigios romanos, entre eles o Arco de Campanus:























Desde que deixámos Vaison temos tido connosco uma companheira fiel: a chuva, acompanhada de temperaturas bastante baixas. Dado que o PC era caro e sem atractivos especiais e que não está tempo que convide a fazer autocaravanismo itinerante fomos à procura de um PC para passar o fim de semana que nos desse algum acolhimento com qualidade. Optámos pelo “La Plaine Tonique”, em Montrevel en Bresse, com as suas instalações enormes, com parcelas de 150 m2, com um lago privativo (em que démos um passeio de barco a motor).
Infelizmente não está equipado com WiFii (como a maioria dos parques em França não estão).Passàmos o dia 7 de Junho, dia de eleições para o PE, sem Internet e com uma cobertura da antena de televisão muito fraca. Enfim, pelo telefone, lá nos foi comunicado o “fumo branco” chegado dos lados de casa.
Dia 8 e continua a chover; continuamos a nossa ascenção para Norte por Lons le Saunier, Besançon e Belfort. Atravessamos os departamentos do Jura, Doubs e Haute Sâone. Fomos pernoitar no PC “Les Mimosas” em Cernay.
A 9 continuámos por Épinal, Toul, St. Dizier e Châlons en Champagne e fomos pernoitar numa quinta de criação de caracóis (no quadro da France Passion, http://www.france-passion.com/) em Bouzy. Chegada, visita guiada das instalações, “degustação” e pernoita.























Depois de uma noite calma entre os “caracóis” rumámos a Reims e fomo-nos instalar na AS e pernoita para AC do Centre International de Séjour, situado quase no centro da cidade. Todos os serviços, grátis, permanência autorizada de 48 horas. O local está além do mais no meio de um belo parque ajardinado. E partimos para a visita à célebre catedral e ao Museu do Tau. Em cada um dos monumentos optámos por fazer uma visita guiada e, em seguida, fazer a expedição fotográfica. Os olhos ficaram cheios de beleza.

Pernoita em Reims com a chuva a tamborilar no tecto da AC.
Pela manhã, fizémos serviço e rumámos a Buzancy para o PC “La Samaritaine” onde pernoitámos. PC quase perfeito pela sua localização e instalações.
A 12 de Junho fizémos mais uma experiência France Passion; estacionámos e pernoitámos numa quinta en Maisoncelles et Villers (15 km ao Sul de Sedan). Ao almoço foi-nos servido um almoço da quinta. Ah! os ovos com verdadeiro sabor e os belos crepes feitos à nossa frente e acompanhados com compotas caseiras.

Hoje dia 13, dia de Sto António chegámos finalmente à Bélgica. Começámos por revisitar a Abadia de Orval, adquirir as indispensáveis cervejas trapistas e almoçar no "Ange Gardien".

Rumámos em seguida para Virton, PC Colline du Rabais donde, na segunda feira 15 sairemos para Bruxelas, onde se termina esta primeira parte da nossa viagem.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Haddock está em Avignon

De acordo com os planos saímos de Aldeia de Irmãos com destino a Avignon para daí em diante começar a fazer turismo. Tinhamos decidido não fazer jornadas muito longas e assim fomos fazer a primeira dormida a Lagartera (penso que já bem conhecida de muitos companheiros). Daí seguimos em direcção a Saragossa com intenção de pernoitar no PC de Calatayud. Por azelhice saímos da autovia na saída errada e não demos com o camping. Fomos então pernoitar a Nuévalos no PC Lago Park em que eramos práticamente os únicos clientes.
Depois de uma noite sossegada tentámos uma vista ao Monasterio de Piedra; isso não foi possível por incompatibilidade de horários, dado que as visitas são guiadas e, a ficarmos para a visita, desorganizávamos completamente o programa do dia. Fomos assim embora com a promessa de voltar porque a região é bonita e o Mosteiro parece merecer a visita.

Metemo-nos, portanto, à estrada para ir pernoitar na AS para AC de Le Boulou.
Hoje de manhã (29 de Maio) saímos para um “saltinho” de 270 km para Avignon onde atracámos no PC Bagatelle, mesmo em frente do Palais des Papes.

terça-feira, 19 de maio de 2009

SEGUNDA VIAGEM (2)

No dia 26 de Abril: deixámos o estacionamento no Tecnopólo e, depois de um reabastecimento da despensa no Intermarché local, rumámos a Cáceres pela A23, depois IP2, por Castelo de Vide, Marvão e Valência de Alcântara. Às 1300 estávamos no PC Municipal de Cáceres onde almoçámos.
Como todos sabem, esta cidade oferece-nos duas possibilidades de “alojamento” das nossas ACs; optámos, desta vez, pelo PC Municipal (com as suas casas de banho privativas por parcela) e com um preço mais que interessante para os assinantes da ACSI. O facto de a alguns metros do PC existir transporte público rápido e económico para o centro da cidade completa o ”ramo”.
A cidade de Cáceres vale verdadeiramente a deslocação. Não devendo ser novidade para a maioria dos companheiros não deixamos, no entanto, de recomendar a visita a quem não conheça.
Logo à chegada ao centro deparámos com uma exposição de arte moderna no jardim de que deixamos algumas imagens.
Dirigimo-nos depois para a Plaza Mayor. A partir daqui deambulámos várias horas pelo casco viejo. Só isso vale a viagem: é notável o estado de conservação das diversas casas e o cuidado empregue nas adaptações às necessidades de utilização actuais.








Para quem se interesse por arqueologia não perder a visita ao Museu de Cáceres que mostra desde o Paleolítico às Idades do Cobre, Ferro e Bronze, passando pela dominação Romana, Visigótica, alta Idade Média e período muçulmano: Notável a cisterna muçulmana.
Neste museu deparámos ainda com uma exposição temporária de um escultor português, residente no Brasil, que desconhecíamos completamente. Expostas encontravam-se diversas esculturas em bronze e vidro de que damos uma pequena amostra.





Como curiosidade recomendamos a visita à Casa Museu Árabe de Cáceres, em que se retrata o ambiente de uma casa árabe do século XIII.








Depois de dois dias a “patear” Cáceres (é pouco) dirigimo-nos para Mérida.
Optámos pelo estacionamento na Calle Cabo Verde. Muito bem situado em relação aos pontos obrigatórios de visita. Trata-se de um estacionamento normal a que foi adicionada uma área de serviço para AC. Um pouco caro, mas definitivamente interessante para visita à Mérida romana.
Foi o que fizemos, embora um pouco precipitadamente; teremos que voltar tal a profusão de pontos de interesse: o Teatro e Anfiteatro Romanos, a Casa do Anfiteatro, o Circo, os Aquedutos, as Pontes romanas e, principalmente, o Museo Nacional de Arte Romano, o qual só por si vale uma deslocação a Mérida. Faltou o tempo para a Alcazaba, para os Columbariums, para o templo de Diana, etc. Definitivamente, teremos de voltar.
No seguimento da nossa visita à Estremadura espanhola seguimos para Zafra, próximo alvo da nossa curiosidade. Depois de estacionados na AS para ACs do recinto das feiras, quase no centro da cidade, iniciámos a visita.
Não é aconselhável ir a Zafra depois de estar em Cáceres e/ou em Mérida. A Igreja Paroquial da Candelária, com o seu retábulo verdadeiramente notável, uma visita guiada ao Convento de Santa Clara, passagem pelas Plazas Mayor e Chica e pouco mais há para ver. Cidade acolhedora mas sem o esplendor das outras.
Direcção Portugal; abastecimentos diversos em Reguengos e rumo a Monsaraz para pernoita no seu maravilhoso parque.
Primeiro de Maio; despertar cedo e direcção Aldeia da Luz para despejos. Daí para a Marina da Amieira com escala no “Aficionado” para almoço. Passeio de barco na barragem fazendo tempo para o Enojantar de dia 2 com o patrocínio da Adega Cooperativa de Borba
.

A 3 de Maio saímos cedo da Marina em direcção a Isla Cristina. Até 7 de Maio, o Rei Sol ajudando, passámos uns bons dias de praia; tudo o que é bom acaba e, depois de pernoitarmos em Castro Marim, saímos a 8 em direcção ao Lousal para o encontro do CAB.
Findo este, regressámos a casa no dia 10 de Maio e começámos a pensar na próxima saída
.




domingo, 10 de maio de 2009

Encontro do CAB nas minas do Lousal

Algumas das autocaravanas de membros do CAB estacionadas nas minas do Lousal.

Terminou o III Encontro do CAB que teve lugar nas minas do Lousal. Sendo este Blog o aderente mais recente ao circulo foi com alguma curiosidade que para ali nos dirigimos. Depois da chegada dos membros e das apresentações reunimo-nos para o cafézinho e para a amena cavaqueira no café dos mineiros; a conversa foi animada e durou até tarde.
No sábado foi preciso levantar cedo para o inicio da visita à mina. Foi-nos feita uma apresentação detalhada da vida dos mineiros e da evolução das minas do Lousal, do seu auge até ao seu encerramento; foi-nos também apresentado o projecto museológico e cientifico que se está a desenvolver e que nos impressionou bastante favorávelmente.
Depois de um almoço rápido a bordo das ACs teve lugar no auditório do centro museologico a reunião de trabalho dos membros do CAB que decorreu com bastante vivacidade mas com um notável espirito democrático. Foi seguida pela continuação da visita ao museu da mina que foi bastante impressionante.
Finda a visita ao museu voltámos a reunir para finalizar os trabalhos o que durou práticamente até à hora de seguir para o "Armazém Central", restaurante do complexo, onde nos foi servido um bom jantar tipicamente alentejano. O jantar foi acompanhado por cante alentejano pelo grupo dos mineiros do Lousal.

Foi com pena que recolhemos às ACs depois de uma noite extremamente bem passada.
A meteorologia bem triste da manhã do dia 10 de Maio veio sublinhar a separação depois de uma horas bem passadas em companhia bem agradável.

Uma das vitimas da mina. Que descanse em paz.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

SEGUNDA VIAGEM (1)

De 18 de Abril a 10 de Maio de 2009

Vamos tomando confiança na nossa nova maneira de viver e diversificando locais e tipos de pernoita. No programa desta saída estavam: o encontro autocaravanista de Abrantes, uma primeira internacionalização com um “saltinho” à Extremadura espanhola, um regresso a Portugal para disfrutar mais um enojantar (Adega Cooperativa de Borba), seguido por uma pequena semana de praia em Isla Cristina, fazendo tempo para o III Encontro do CAB nas Minas do Lousal. Regresso a casa logo de seguida.

Saimos de casa com chuva e com poucas perspectivas de melhoria rápida. Sempre por estradas nacionais, fizémos uma primeira paragem em Mora; mais uma vez encontrámos uma vila alentejana que cheirava a flor de laranjeira. Para fazer apetite para o almoço demos um passeio pela vila, com especial atenção ao simpático jardim da Misericórdia local. O almoço teve lugar no “O Afonso” de que tinhamos algumas boas referências. Infelizmente não correspondeu às expectativas: a relação preço/qualidade, que sempre procuramos, não foi favorável. Refeição que pode ser considerada fraca para uma factura de 95 € para dois. Barrado da nossa lista.

Visitámos em seguida o Fluviário de Mora e aí sim, valeu a pena. Apesar de já não ser novidade, ainda não tinhamos visitado esta brilhante estrutura que muito honra o empreendedorismo dos autarcas locais. Visita a não perder sob nenhum pretexto.


Seguimos em seguida para o ponto de pernoita que tinhamos previsto; queriamos conhecer os PCs da Orbitur e escolhemos o da Barragem de Montargil: em má hora o fizémos.






O Parque de Campismo da Orbitur na Barragem de Montargil:
era, nas datas de 18 a 20 de Abril de 2009, um misto de depósito de caravanas e tendas velhas e/ou abandonadas e um estaleiro de obras. Estão classificados como 3*** mas não deviam, naquelas datas, pura e simplesmente, estar abertos. Quanto a serviços para Acs, negras nas casas de banho, cinzentas nada porque em obras; foi-me sugerido na recepção que despejasse no chão antes de me ir embora!!!!!????. Deixei preenchida uma ficha de avaliação bastante “azeda”.

No dia 20 pela manhã saímos do PC (onde nunca deviamos ter entrado) e por Ponte de Sor, Gavião e Belver fomos a Mação fazer os serviços à AC que deveriamos ter feito no PC. Almoço a bordo no estacionamento de Mação e rumo a Tomar para visitar o sensacional e indispensável Convento. Visita demorada e muitas fotografias.

A intenção era de pernoitar no estacionamento do Convento mas o local não nos ofereceu garantias de segurança e, assim, rumámos para o PC do Castelo do Bode para fazer tempo para o encontro de Abrantes. Aqui, para além de um casal de caravanistas ingleses aparentemente em estadia prolongada, éramos os únicos clientes. Calma absoluta, meteo sorridente, bonita paisagem, instalações bem mantidas, boa estadia. È verdade que não há grande coisa a ver ou a fazer nas imediações mas, para relaxar, é do melhor.

A 23 saímos de manhã cedo do PC em direcção a Abrantes. Claro que me enganei; do PC para Abrantes o GPS indicava 19 km e eu arranjei maneira de fazer 45. Lá chegámos ao Technopolo, tendo feito despejos (no PC do Castelo do Bode também não há) e estacionado. Almoço no pequeno self-service montado no local e tarde sem qualquer ocupação ou enquadramento dos participantes.
À noite espectáculo bastante agradável do grupo CANT’ABRANTES e “espectáculo” menos agradável do Presidente do CPA e do Sr. Boaventura.
Considerações mais detalhadas sobre o Encontro de Abrantes foram ou serão feitas noutros posts.
(a continuar)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Provérbio arabe

Não digas tudo o que sabes,
não faças tudo o que podes,
não creias em tudo o que ouves,
não gastes tudo o que tens;
Porque:
o que diz tudo o que sabe,
o que faz tudo o que pode,
o que crê em tudo o que houve,
o que gasta tudo o que tem;
Muitas vezes:
diz o que não convem,
faz o que não deve,
julga o que não vê,
gasta o que não pode.


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Era uma vez.....

Era uma vez um rei de um pequeno país.
Esse rei decidiu organizar um torneio a que compareceram cavaleiros de diversos países.
Era um rei gentil mas, como todos os humanos mesmo os reis, tinha alguns defeitos.
Entre esse defeitos contava-se a dificuldade de se expressar em público e, principalmente, de se dirigir nas suas línguas aos cavaleiros estrangeiros.
Mas o seu problema principal parecia ser a escolha dos seus colaboradores mais próximos.
Para este torneio internacional o bom rei escolheu como conselheiro principal um barão que lhe servia ao mesmo tempo de elo de ligação com os cavaleiros francos.Só que o referido barão deturpava tudo o que o rei dizia, fazendo-se ambos alvo da chacota dos cavaleiros francos.
Um dos súbditos ainda tentou pedir audiência ao rei para o avisar do facto, mas não tendo sido atendido, assistiu com pesar ao ridicularizar da instituição real.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Hoje estou contente!

Cáceres 28 de Abril,

as reacções suscitadas pelas mensagens colocadas nos fórums sobre o encontro de Abrantes são bastante animadoras.
É possível que o espirito de companheirismo do autocaravanismo não esteja completamente morto!!??

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O encontro de Abrantes I

Cáceres 27 de Abril

Estamos a tentar "digerir" o que presenciámos no encontro de Abrantes.
As nossas espectativas eram talvez demasiado altas e, por isso, sentimo-nos defraudados.
Julgámos que neste tipo de encontros os novatos eram de certo modo ajudados e acarinhados; sendo a nossa"primeira vez" não tivémos qualquer tipo de apoio.
Presenciámos "cenas" que nos deixaram boquiabertos! Vamos reflectir se devemos discorrer sobre elas, ou antes, tentar esquecer.
Por outro lado, a grande participação internacional foi fortemente positiva. Falámos com pessoas e estabelecemos contactos interessantes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

PREPARATIVOS

Aí vamos para nova viagem, embora pareça que a meteorologia não está a ajudar.
Ao invés da primeira saída, desta vez não temos plano definido; com efeito verificou-se ser inútil a sua elaboração prévia, dado que na primeira foi completamente ignorado.
Existem no entanto alguns pressupostos:
- partida a 18 de Abril;
- de 23 a 26 de Abril, encontro em Abrantes;
- dia 2 de Maio, enojantar na Marina da Amieira;
- de 8 a 10 de Maio, Minas do Lousal
Regresso a casa no dia 10 para começar a preparar a saída para a Europa.

Lista de desejos para a próxima saída:
-Fluviário de Mora
-Conimbriga
-Convento de Tomar
-Primeira internacionalização, com saída até Cáceres.

Alguém tem sugestões?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

PRIMEIRA VIAGEM

Por Além Tejo e Algarve
De 20 de Março a 6 de Abril de 2009

Para esta viagem inaugural, tanto da AC como de nós próprios como auto caravanistas, escolhemos locais já de certo modo previamente conhecidos, optando por um tipo de turismo itinerante com pernoitas tanto em parques de campismo como em áreas de serviço para AC ou em parqueamentos livres autorizados, tudo isto para, por um lado, testarmos o material e por outro as diversas possibilidades de pernoita. Efectuámos um planeamento prévio cuidadoso, que deu muito gozo, mas que, de todo, não foi cumprido, antes improvisando e modificando à medida das circunstâncias e desejos ocasionais.

Em dezassete pernoitas fizemos:
5 em Parque de campismo,
1 em Parque de campismo municipal
3 em Parque para AC
1 em AS para AC
7 em estacionamento

Percorremos na totalidade 1 215 km.

DIA 1 – 20 de Março

Com a tripulação completa, isto é, o Capitão Haddock, a sua parceira e o Swing saímos do Porto Aventura (Fernão Ferro) pelas 0940. Sempre por nacionais passámos por Azeitão, Setúbal, Águas de Moura, Pegões, Montemor-o-Novo, Évora, Redondo e Alandroal para chegar ao Camping Rosário.
Paragem em Afonsos para pesar o equipamento que deu, completamente carregada, tanques cheios, gás completo, 3 380 kg. Não me parece mau, embora a margem não seja muita.
Segunda paragem em Montemor-o-Novo, no estacionamento do castelo para almoço a bordo.

DIAS 2, 3 – 21, 22 de Março

Relaxe no camping e passeios a pé nas proximidades. O camping é gerido por um casal de simpáticos holandeses encontrando-se na margem de uma das ribeiras que integram a Barragem do Alqueva. Trata-se de um camping rural, na minha opinião demasiado “rural”, e com uma relação preço/qualidade fraca. Nada de despejos de sabonetadas. Salva-se, como já disse, a simpatia dos proprietários.

DIA 4 – 23 de Março

Saída do camping pela manhã, por pequenas estradas rurais do Alentejo profundo: Capelins, Montes Juntos, Cabeça de Carneiro, Motrinos, Mourão, Aldeia da Luz (para despejos) e Monsaraz para pernoita no seu esplêndido parque dedicado a ACs.
Nunca é de mais realçar o esforço da autarquia da Aldeia da Luz ao criar aquela estrutura que, a não existir, criaria graves problemas a estadias mais prolongadas na região. De notar que uma grande parte dos PCs existentes na região não dispõem de instalações para despejo de sabonetadas. Obrigado à Junta de Freguesia da Aldeia da Luz.

DIA 5 – 24 de Março

E também, um grande obrigado à autarquia de Monsaraz por proporcionar o maravilhoso estacionamento no local em que ele se encontra. Passámos uma excelente primeira noite na companhia de 7 outras AC (3 F, 1 GB, 2 D, 1 B), sendo a nossa a única P.
Não deixar passar a oportunidade para comprar os produtos da Carmim no estabelecimento Castas e Castiços (passe a publicidade) de excelente relação preço/qualidade.
Experimentem um “abatónico” e vão ficar clientes: dois dedos do excelente vinho abafado da Carmim, água tónica a gosto, casca de limão, gelo e OOps, que delicia!
E que tal ter uma paisagem destas, da janela da sua casa de jantar?
DIA 6 – 25 de Março

Para a segunda noite em Monsaraz chegaram mais ACs, alemãs e francesas, sendo que de duas destas saíram churrasco, cadeiras e mesas como se estivessem no PC.
Às 0930 desatracámos e rumámos à Marina da Amieira com escala em Aldeia da Luz para despejos (já começo a ter problemas em ir à Luz só para lá deixar o que não quero!) e no Modelo de Reguengos para abastecimento.
Almoço no estacionamento da Marina a bordo da AC. A tarde foi passada a dar a grande barrela da Primavera ao meu “navio” o “Altair II. Aproveito para deixar aqui um conselho e um apelo: se ainda não conhecem, não deixem de tentar conhecer a paisagem e a oferta turística da Marina da Amieira:
http://www.amieiramarina.com/
Desde um riquíssimo restaurante, a um bar onde podem tomar uma bebida desfrutando de uma paisagem soberba, a passeios de barco na Barragem do Alqueva ou ao aluguer de barcos casa por um dia, um fim-de-semana ou uma semana completa tudo é possível. O restaurante tem vindo a fazer (e vai continuar) enojantares em que cada adega vem, através do seu enólogo, apresentar os seus vinhos que são “casados” com menus especialmente preparados para o efeito. Cultura gastronómica no seu melhor.

DIA 7 – 26 de Março

Hoje o meio de deslocação foi outro. Navegámos no “Altair II” até à Aldeia da Estrela para almoço no restaurante Sabores da Estrela. Este restaurante, que é recomendado por alguns críticos gastronómicos, foi pelo menos neste dia e no meu caso uma perfeita decepção. Espero que não seja a regra e prometo regressar para ver.

DIA 8 – 27 de Março

Saímos da Marina da Amieira depois do PA pela IP2 e depois IC1 com rumo à serra de Monchique.
Parámos para almoçar no estacionamento da Barragem do Arade, que nos pareceu bastante “inóspito”. No entanto, lá se encontravam diversas ACs de várias nacionalidades, algumas com sinais de estarem em estadia muito prolongada. Mais uma vez éramos a única P.
Depois de almoço continuámos por Silves até ao Parque Rural para ACs do Vale da Carrasqueira na serra de Monchique, onde nos instalámos num dos dois lugares ainda disponíveis. O proprietário do local, o excelente Sr. António, olhou quase atónito para a matrícula da nossa AC. Parece que desde a inauguração, em 2007, éramos o segundo P que ali entrava.

DIAS 8, 9 – 28, 29 de Março

Para os companheiros que nunca sentiram a necessidade de o utilizar não quero deixar de dar as minhas impressões em relação ao Parque Rural para ACs do Vale da Carrasqueira. Situado a 1 km para o interior da serra na estrada que liga Portimão a Monchique este equipamento está perfeitamente equipado para receber ACs. Cada alvéolo, embora não muito espaçoso, tem mesa de apoio, água, electricidade e esgoto de sabonetadas próprios.
As instalações sanitárias são impecavelmente mantidas, existem instalações para barbecue e piscina exterior. Ligação grátis à Internet. Máquinas de lavar e secar roupa. Tudo isto por um preço dos mais convidativos.
Por alguma razão os 14 lugares disponíveis se encontram quase permanentemente ocupados.
Aí passámos dois dias, com belos passeios pela serra e bons almoços no “Maximino” a 1 km de distância, na estrada principal.

DIA 10 – 30 de Março

Saímos de Monchique, indo pela Via do Infante em direcção a Castro Marim com escala em Tavira para abastecimento da despensa e congelador. Aproveitámos a viagem pela Via do Infante para entrar em todas as estações de serviço em busca de algum eventual ponto de apoio para despejos de ACs. NADA!
Chegada às 13 horas à AS para ACs de Castro Marim. Almoço a bordo seguido por demorado passeio pela vila, seus jardins e seu castelo. Bonito pedaço de país. A partir das 15 horas a AS ficou completa. As notícias circulam depressa por essa Europa fora.

Obrigado Município de Castro Marim. No deserto de apoios ao auto caravanismo no Algarve e Alentejo são excepção a Aldeia da Luz e Castro Marim. Pensamos nunca ser demais frisá-lo e agradecer às autarquias respectivas.
DIA 11 – 31 de Março

Boa noite sossegada em Castro Marim.
Na manhã seguinte, ao tentarmos aceder à zona de despejos, encontrámo-la bloqueada por uma AC FI e outra NL que estacionaram a oeste da zona e encostados a ela, não permitindo o acesso a um dos postos e só dificilmente ao outro.
Fiz notar o facto ao FI obtendo apenas um sorriso trocista e um acenar de cabeça. Não se moveu apesar de, por essa ocasião, já existirem outros lugares disponíveis. Como vêm, companheiros, “extraterrestres” existem em todas as nacionalidades.
Seria de pedir à autarquia que ponha uma proibição de estacionamento naquela zona para obstar a estes abusos.

Saímos finalmente de Castro Marim pela IC 27, depois Foz de Odeleite e pela marginal do Guadiana até Alcoutim. Daí para Mértola onde abastecemos de gasóleo prosseguindo para Minas de S. Domingos.
Instalação no belo parque de estacionamento junto à Praia Fluvial da Barragem da Tapada Grande onde já se encontrava uma boa dúzia de ACs de nacionalidades diversas.
Embora o Edital camarário que regulamenta o uso do Parque de estacionamento da Praia Fluvial não proíba o estacionamento de ACs, a utilização “campista” que presenciamos, com sinais evidentes de estadia prolongada, é susceptível de gerar conflitos na época balnear (cada AC ocupa o lugar de 3 autos, pois não é possível estacionar doutra maneira).
O local é tão agradável que pretendemos repetir, mas tentaremos evitar a época balnear e os fins-de-semana. Obrigado, Município de Mértola.
Até o Swing arranjou uma "copine"

DIA 12 – 1 de Abril

Saída deste local de pernoita 5* pelas 0930 para dar um “pulinho” de 39 km até Serpa, onde nos instalámos no PC Municipal.
Depois do almoço na AC, saímos para demorada visita a Serpa.

A primeira impressão é olfactiva: Serpa cheira a flor de laranjeira. As muitas laranjeiras, espalhadas por todo o lado, com os botões das suas flores abertos produzem um aroma inebriante que é omnipresente.
As pequenas ruas empedradas são extremamente simpáticas. Visitámos o Museu Etnográfico, o Museu dos Relógios (notável) e o Castelo donde se desfrutam excelentes paisagens.
De referir que o PC Municipal de Serpa deixou envelhecer as suas instalações que, embora limpas, estão verdadeiramente desactualizadas; é no entanto muito útil para permanecer e visitar a cidade que é bem merecedora disso.

DIA 13 – 2 de Abril

Deixámos o PC pelas 1000 e por Beja e Ferreira do Alentejo chegámos a Odivelas onde na Albergaria O Gato almoçámos mais que correctamente. O presunto, o queijo de Serpa e o ensopado de enguias recomendam-se.
Depois de mais 5 km chegámos ao PC Markádia na Barragem de Odivelas onde pelas 1415 nos instalámos.

DIA 14 – 3 de Abril

Dolce farniente e belos passeios a pé em redor da barragem.
Impressionante a quantidade e a diversidade de aves que nos rodeiam e pululam nas árvores que rodeiam a AC, simpáticos também os coelhos que com a maior das descontracções aparecem para nos visitar.

DIA 15 – 4 de Abril

Depois de efectuar a higiene da AC deixámos o PC pelas 1100.
Dirigimo-nos de novo à Marina da Amieira passando por Alvito, Vidigueira e Portel.
Realiza-se hoje um Enojantar com a presença da Adega de Sabicos que é coisa a que não podemos faltar. Entretanto passámos a tarde em alguma navegação no nosso “Altair II”.

DIA 16 – 5 de Abril

Estadia sossegada na Marina com almoço no restaurante “ O Aficionado” na Amieira. Um conselho: se pretenderem almoçar ao fim de semana neste restaurante reservem mesa antes das 11 da manhã ou então...esqueçam. E isto apesar de ser muito grande. Comida farta, boa e barata.

DIA 17 – 6 de Abril

Tudo o que é bom se acaba. Deixámos a Marina bem cedinho e em direcção a Évora e depois pela auto-estrada em direcção a Porto Aventura onde atracámos cerca do meio-dia.

Fim da viagem e até breve.


Para registo futuro:

Gastos de gasóleo 97,56 €
Gastos em PC 136,11 €
Gastos em supermercados 200,58 €
Restos, Cafés, Museus etc. 177,42 €
TOTAL 611,67