quarta-feira, 23 de maio de 2012

VIAGEM DE PRIMAVERA 2012 – INICIO


Por razões várias a nossa viagem da Primavera de 2012 foi sendo modificada e adiada. Teve finalmente inicio no dia 17 de Maio em que nos deslocámos para um dos nossos “poisos” favoritos: o estacionamento nas muralhas de Monsaraz. Ali ficámos a aguardar a chegada dos companheiros do CAI para a grande festa que nos foi proporcionada pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, a inauguração de duas áreas de Serviço para Autocaravanas.
Na tarde do dia 18 começaram a chegar os nossos companheiros.
que depressa encheram o espaço disponível.

Tendo-se iniciado o habitual convivio.
No sábado de manhã iniciaram-se as actividades com um passeio pedestre ao Convento da Orada

e ao Cromeleque do Xerez.
O CAI
O CAI de costas....
Um autocarro gentilmente cedido pela Autarquia ajudou-nos a regressar às  AC e depois de um almoço rápido teve inicio uma visita guiada ao conjunto monumental de Monsaraz.
Foram encontrados “amorosos” perdidos pelas ruas
visitados monumentos e exposições.

Logo de seguida formou-se uma caravana de autocaravanas em direcção à localidade de Telheiro para se proceder à inauguração de uma das Áreas de Serviço.


Prosseguimos com a deslocação e estacionamento nas instalações da CARMIM – Cooperativa Agricola de Reguengos.
Notem a juventude e vigor de alguns dos participantes;
no programa indicações sobre os produtos da Cooperativa, visita às adegas e às caves e algumas provas.


O dia terminou com um jantar no restaurante da CARMIM em que primou a boa disposição dos participantes. Para estas ocasiões deixo normalmente a máquina fotográfica em casa.
Domingo de manhã, tocou a alvorada para nos dirigirmos para mais uma visita, desta vez a São Pedro do Corval e às suas olarias.


Para fechar com chave de ouro fomos inaugurar em Reguengos de Monsaraz a segunda AS do programa.


Depois de um animado beberete nas instalações dos Bombeiros, deu-se por findo este estimulante programa.
Já o fizémos várias vezes mas vamos insistir nos agradecimentos ao Dr. José Calixto, Presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, assim como a todos os seus colaboradores a disponibilidade, eficácia e simpatia que demonstraram, mas também à população em geral de Reguengos que nos soube tão bem acolher.
A todos muito obrigado!

sábado, 5 de maio de 2012

CONHECEM MANUEL DE FARIA E SOUSA?

Provavelmente não; eu também nunca tinha ouvido falar.
Na minha recente digressão pela Rota do Românico foi-me apresentado. 
Depois, tive acesso a uma das excelentes publicações da Rota, intitulada Manuel de Faria e Sousa, Cidadão do mundo e das letras ao serviço de Portugal, com texto do Dr. Joaquim Costa, o mesmo que nos deu a honra de ser nosso guia em parte da nossa visita à Rota. É desta publicação que extraímos os dados que aqui vos deixamos.
Manuel de Faria e Sousa nasceu na Quinta do Souto, paróquia de Pombeiro, concelho de Felgueiras, a 18 de Março de 1590. Faleceu em Madrid, a 3 de Junho de 1649. Os seus restos mortais descansam no Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro.
Desde muito cedo demonstrou qualidades de artista, tanto na sua perfeita caligrafia como na habilidade para desenho à pena. Começou por estudar rudimentos de gramática latina iniciando estudos para uma futura carreira eclesiástica, segundo vontade familiar. Entrou como secretário ao serviço do bispo do Porto; neste tempo surgiu a sua veia literária, começando a escrever os primeiros poemas. Entretanto diminuiu o seu interesse pela carreira eclesiástica ao mesmo tempo que aumentava a sua motivação para a poesia e também para a beleza feminina. Casa em 1614 e quatro anos mais tarde vai viver com a mulher e filhos para a sua terra natal, na Quinta da Caravela, dedicando-se à agricultura e à leitura. Porém a estadia em Pombeiro é encurtada pelo seu permanente desejo de altos cargos. 
Começa uma carreira internacional e diplomática com a função de secretário particular do conde de Muge, Pedro Álvares Pereira, secretário de estado de Filipe II de Portugal; mais tarde será Secretário de Estado do Reino de Portugal, cargo que exercerá em Lisboa e depois Secretário da Embaixada de Portugal em Roma.
Homem das letras e um dos grandes divulgadores da obra de Luís de Camões, Manuel de Faria e Sousa é, contudo, uma figura controversa pelas opções pessoais e políticas assumidas durante uma das épocas mais conturbadas da nossa história: os sessenta anos de dominio filipino.


Fazendo eco da pergunta de José Valle de Figueiredo no prefácio da obra que aqui vos apresentamos:
Que fazer com Faria e Sousa?
Sim do grande Camoniano, daquele que nos trouxe Camões como verdadeiramente foi....

ou ainda:
Com esta pergunta ensaiamos a deixa para servir de abertura ao magnifico texto de Joaquim Costa, numa oportunissima iniciativa da já muito benemérita Rota do Românico...
Também nós queremos aqui deixar, mais uma vez, os nossos agradecimentos à Rota por nos ter ajudado a abrir os olhos para esta e outras maravilhas do nosso espólio cultural.