sexta-feira, 6 de maio de 2011

PAESTUM – MONT SANT’ÂNGELO – VIESTE – PINETO – REPUBBLICA DI SAN MARINO

De Pompeia descemos até Paestum pois tínhamos curiosidade em visitar uma empresa onde se criam búfalos para, entre outras coisas, produzir o leite que dá origem ao célebre queijo mozzarela. Lá fomos até á Azienda Barlotti. Instalações modelares, abertas ao público para visitas e para degustação dos produtos da casa. Lá nos vimos obrigados a comer um gelado fabricado com leite de búfala que por acaso até não era nada mau. Aqui vos deixamos imagens das “bichinhas”.

Aqui terminou a descida para sul; atravessámos a “bota” em direcção ao promontório de Gargano (a espora da bota). Subimos até Monte Sant’Angelo. É um santuário que está na rota de muitos peregrinos pois consta que o Arcanjo S. Miguel teria aqui aparecido numa gruta em 493 DC. O Sanctuario de San Michele é-lhe dedicado.

A porta de bronze do santuário terá sido forjada em Constantinopla em 1076.
Existe uma capela na cave instalada numa gruta; uma pequena estátua do Arcanjo do século XVI é muito venerada.
Saídos de Monte Sant’Angelo atravessámos a magnifica floresta Umbra por estrada difícil mas muito bela. Fomo-nos instalar em Vieste, cidade á beira mar com um bonito porto e centro histórico medieval.
Dia 2 de Maio, continuámos sem Internet. A meteorologia que nos tinha “mimado” até Roma começou agora a fazer das suas com dias cinzentos e alguma chuva. Amanhã vamos continuar a nossa subida para Norte.
Depois de uma dormida sem história em Vieste continuámos a ascenção par norte com escala em Pineto. Pernoitámos no Camping Pineto Bay. Embora dedicado essencialmente a vivendas acolhe também caravanas e AC. Óptimas instalações a escassos metros do Mar Adriático.
Dia 4 de Maio, mudámos de país. Acampamos no Centro Vacanze San Marino na Repubblica di San Marino.

POMPEIA

Continuando a nossa viagem em direcção ao Sul fomo-nos instalar em Pompeia: No programa subida ao Vesúvio e visita ás escavações.
A subida ao Vesúvio pela qual optámos é feita em três fases: de inicio um autocarro da organização leva-nos da vila até á entrada do Parque Natural do Vesúvio. Embarcamos depois neste meio de transporte


que nos leva até cerca de 1 100 metros de altitude por estrada só praticável por estes veículos. A restante ascensão é feita a pé e, em cerca de 800 metros de subida por vezes bastante acentuada, leva-nos até á cratera.

Não tivemos sorte com a meteorologia pois umas irritantes nuvens baixas impediram-nos de tirar partido da, parece, magnifica paisagem que se desfruta daqui sobre Pompeia, Herculano, Sorrento e Nápoles.
O vulcão ainda conserva alguma actividade visivel

Depois de percorrermos a quase totalidade do perímetro da cratera (que tem 1500 metros), regressámos á vila. O percurso total leva cerca de três horas e vale largamente a pena: No entanto, e na minha opinião, a visita ao sitio dos Capelinhos na ilha do Faial é mais impressionante que esta apesar de os efeitos não terem sido comparáveis (felizmente para os Faialenses).
Ficou para a tarde a visita ás escavações. A 24 de Agosto de 79 o Vesúvio despertou inesperadamente cobrindo grande parte do território que o rodeava com uma montanha de cinzas, de fragmentos piroclásticos e de materiais eruptivos, ao mesmo tempo que rios de lava e de lama percorriam as vertentes. O desastre foi de tal modo brusco e repentino que atingiu de surpresa os habitantes da zona, muitos dos quais morreram enquanto tentavam salvar-se fugindo. O desastre sufocou Pompeia ( que ficou, em três minutos, debaixo de um estrato de cinzas superior a seis metros de altura), salvaguardando eternamente os testemunhos de vida imobilizados durante a tragédia, recuperados após mais de dois séculos ignorados.


Os arqueólogos têm vindo a pôr a descoberto o que seria Pompeia no momento da erupção. O aspecto de uma das entradas na cidade é o seguinte.
De alguns dos monumentos ainda se conservam restos significativos




Conservaram mesmo cenas da vida comum dos pompeianos da altura que parecem conservar ainda uma grande popularidade nos dias de hoje: assim, um dos locais mais visitados é o lupanar (vulgo casa de meninas)
Notem o sexo da maioria das pessoas na fila
No interior aprendemos que por cima da porta de cada quarto existia um fresco em que se descrevia a “especialidade” da “profissional” que ali actuava.


Pormenor menos agradável era que as camas eram em pedra
A visita que revela os cuidados que os arqueólogos têm vindo a desenvolver para revelar um pouco do que seria a Pompeia naquela época é bastante interessante mas muito cansativa. As extensões a percorrer são muito grandes e o solo encontra-se ainda revestido com as lajes da época o que torna as deslocações bastante penosas. Recomenda-se um muito bom calçado para esta visita e também uma boa forma física.

Alguns apontamentos sobre a viagem. De Roma para o sul a Itália revela outra face. Para nos deslocarmos para Pompeia optámos por não utilizar autoestrada. O lixo á beira dos caminhos é omnipresente; os edificios privados apresentam, na generalidade, um aspecto de degradação muito avançado  e as estruturas públicas um estado confrangedor. Quanto á condução, os italianos justificam amplamente a fama que têm: traço contínuo parece querer dizer “ultrapasse aqui”, sinal de via com trânsito proibido parece estar lá para enfeitar e a noção de prioridade em cruzamentos e/ou rotundas é inexistente.
Todos aqueles que se queixam do lixo ou da má condução em Marrocos deveriam vir ver aqui! Marrocos é um paraíso em comparação.
A Internet nos campings é cara e má; estas minhas mensagens vão chegar-vos com atraso. Mas chegam com certeza!

terça-feira, 26 de abril de 2011

VATICANO


Hoje, dia 26 de Abril, foi o dia dedicado ao Vaticano. Revelou-se impossível visitar os Museus; quando ali chegámos a fila representava uma espera de algumas horas.
Dirigimo-nos á Basilica e lá nos resignámos a fazer fila que dava a volta ao recinto da Praça de S. Pedro. A Cupula de Miguel Ângelo domina o conjunto.
A Colonada, a mais bela obra de Bernini, serve de entrada solene em São Pedro e no Vaticano. Os dois grandes braços em semi-circulo parecem envolver toda a humanidade. É igualmente a Bernini que se deve a enorme quantidade de estátuas de Santos que a decoram (140 no total).
Começámos a visita pelas Grutas do Vaticano onde se encontram os monumentos funerários de vários Papas. Sendo proíbido fotografar, não quisémos prevaricar.
Entrámos depois na Basilica própriamente dita. Trata-se do mais importante santuário cristão. Segundo os vários guias turisticos “ desde que se franqueia a entrada somos imediatamente impressionados pela grandeza que caracteriza a Basilica”. Infelizmente não foi o nosso caso; a multidão era de tal forma enorme e compacta que não nos conseguimos aperceber da grandiosidade do templo.
Lá nos fomos movendo por entre os milhares de pessoas que se atropelavam na visita. Deixamos aqui algumas imagens e foi com pena que abandonámos o local que poderia ter sido o climax da visita a Roma mas que, definitivamente não foi.



Aqui se encerra o capitulo romano da nossa viagem. Fizémos o que o tempo e o fisico nos permitiu. Visitámos muito, mas muito mais ficou por visitar. Por vezes não era únicamente o cansaço fisico que nos impedia de continuar mas também o cansaço intelectual. A partir de um certo momento, a mente já não absorve tanta obra de arte, tanta escultura, tanta pintura...
Roma é uma “dose” forte de mais para ser feita de uma só vez.

DOMINGO DE PASCOA – ANO DE 2011


Era impossível “vir a Roma e não ver o Papa”. Assim, lá fomos em peregrinação até á Praça de São Pedro. Primeira impressão, primeiro espanto, a grandiosidade do local; depois a multidão presente. Já tinhamos visto a missa pascal e a benção “Urbi et Orbi” na televisão. Mas ao vivo impressiona mais.
Sem mais palavras, aqui vos deixamos algumas imagens forçosamente captadas de muito longe.



Regressados a "casa", encerrámos a nossa Páscos com uma pequena merenda.

ROMA - DIA 3


Hoje visitamos S: Giovanni in Laterano.
Na Praça de S: João de Latrão eleva-se um obelisco egipcio, o mais alto de Roma, datando do século XV AC.
O Palazzo di Laterano, reconstruído em 1586, foi o palácio papal até á partida para Avignon.
Do palácio medieval subsiste a Scala Sancta, escadaria tradicionalmente identificada com a que Cristo subiu no palácio de Poncio Pilatos; habitualmente os fiéis sobem-na de joelhos.
De notar algumas esculturas de grande expressividade.
A Basilica própriamente dita é uma das quatro maiores de Roma, é a catedral da capital; como curiosidade aponte-se que o Presidente da Republica francesa pertence de direito ao seu capitulo.
Constantino edificou a primeira basilica no Latrão antes de S. Pedro no Vaticano. Ela foi, no entanto, reconstruída na época barroca por Borromini e, mais tarde, no século XVIII. A fachada principal de Alessandro Galilei data do século XVIII.
O interior é de uma amplitude solene.
O tecto é uma obra do século XVI restaurada no XVIII.
Na nave central, as estátuas dos apóstolos, da autoria dos alunos de Bernini, estão colocadas em nichos de Borromini.

A Capela do Santissimo é obra notável de trabalho em bronze.
No centro o altar pontifical, encimado por um baldaquim de quatro colunas, construído em 1367 para o Papa Urbano V.
Saímos da Catedral e, na Piazza San Giovanni encontramos o Battistero. Foi mandado construir por Constantino, refeito por Sixto III (432-440) e várias vezes restaurado por diferentes Papas. 


E aqui encerrámos mais este dia de descobertas.