terça-feira, 19 de abril de 2011

SAN GIMIGNANO


OU A MINHA É MAIOR QUE A TUA (TORRE)
Esta pequena cidade é uma das mais caracteristicas da Toscana, pelo seu aspecto medieval e severo, acentuado pela presença de numerosas e altas torres.
Desempenhou um papel importante nos séculos XII e XIII, sendo nessa época uma cidade franca, em lutas frequentes com as cidades vizinhas  e também em lutas internas. Os senhores locais construiam torres, tentando ultrapassar em altura as dos concorrentes. Ainda hoje beneficiamos de algumas dessas torres.


 Entre as curiosidades locais fomos encontrar um Campeão do Mundo de gelados;

é claro que não se resistiu.
 E justifica-se completamente o facto de ser campeão. Miam-miam.

domingo, 17 de abril de 2011

FLORENÇA


Instalámo-nos no Camping Internazionale. Está situado a cerca de seis quilómetros do centro; um autocarro leva-nos lá em meia hora. Boa opção para visitar esta cidade.
Florença é uma cidade de arte e é considerada uma das mais belas cidades de Itália. Berço de Dante e da lingua italiana aqui nasceram, na primeira metade do século XV, o Humanismo e a Renascença. Terra de génios aqui podemos admirar as obras deixadas por Miguel-Ãngelo, Arnolfo di Cambio, Giotto, Brunelleschi, Vasari, Piero de la Francesca….e muitos outros!
É necessária uma excelente condição fisica para poder fazer as honras ás maravilhas que encerra esta cidade. Fizémos o que pudemos mas a visita ficou incompleta ( o fisico não aguentava mais!).
Fazer aqui a descrição de todos os locais que visitámos resultaria fastidioso e muito longo. Podereis obter o mesmo (ou certamente melhor) resultado com o recurso á Internet. Aqui ficam alguns registos fotográficos, apresentados pela ordem em que fizemos as visitas.

Ponte Vecchio
De notar aqui o facto de esta ponte estar completamente preenchida com lojas. E são todas…ourivesarias!

 Palazzo Pitti
Contém no seu interior uma extraordinária colecção de obras de arte. Compreende ainda um Museu das Pratas, outro de Porcelanas e ainda um de Arte Moderna.

 Giardino di Boboli
São os jardins do Palazzo Pitti. Os seus poderosos (e ricos) proprietários fizeram decorá-los com extravagâncias várias.


 Piazza della Signoria
Praça mais simbólica da cidade. Contém o Palazzo Vecchio, a Loggia, uma cópia do David de Michel-Ange, a fonte de Hércules e muitos outros pontos de interesse. Só aqui pode empregar-se um dia inteiro.


 Palazzo Vecchio
Ou Palazzo della Signoria, por várias vezes sede dos governos.

Loggia della Signoria
Onde se podem encontrar algumas esculturas notáveis.
 Santa Maria Novella
 



 Cappelle Medicee
Era proibido fotografar no interior; o que aqui vos apresento foi “roubado”. Construída para abrigar os tumulos dos Grão-Duques.

 Duomo ou Santa Maria dei Fiore
A Catedral de Florença em toda a sua imponência.



 Battistero
O Baptistério da Catedral com as suas portas notáveis e a sua cupula maravilhosa.


 Campanile de Giotto
Uma palavra? Precioso!

 Uffizi
Principal museu de Florença e o segundo mais visitado da Itália a seguir ao do Vaticano. Não o visitámos porque, de cada vez que por lá passámos, o tempo de espera para entrar era de mais de 2 horas!


sexta-feira, 15 de abril de 2011

PISA


Dia 14 de Abril; saímos pela manhã de Deiva Marina em direcção a Pisa onde fomos estacionar no parque mantido pela associação dos autocaravanistas de Pisa (3 euros/3 horas, a 5 minutos a pé dos monumentos a visitar).
A Piazza del Duomo, também conhecida por Campo dei Miracoli deve abordar-se a pé entrando pela porta de Santa Maria. De súbito, sofre-se um choque estético perante tanta beleza. O Duomo (Catedral), a Torre inclinada, o Battistero (Baptistério) e o Camposanto (Cemitério) formam um conjunto excepcional.
O Duomo, edificio sumptuoso, teria sido construído a partir de 1063 graças aos despojos das expedições contra os muçulmanos. O interior é imponente com os seus 100 metros de comprimento e a sua decoração elaborada. Sobressai o púlpito esculpido por Giovanni Pisano entre 1302 e 1311 em mármore e assentando sobre colunas em pórfiro.




A Torre inclinada é o monumento emblemático de Pisa. Destinar-se-ia a torre sineira da Catedral, é num estilo românico muito puro tendo sido construída entre 1173 e 1350. É cilindrica, em mármore, comportando seis andares de galerias com colunas. O seu lento movimento de inclinação, constatado a partir de 1178 continuou á razão de 1 a 2 milimetros por ano e é devido á natureza do terreno. Trabalhos de arquitectura efectuados recentemente conseguiram suster esse movimento.

O Battistero começou a ser construído em 1153. O interior com os seus 35 metros de diâmetro impressiona pela sua majestade e luminosidade. Possui uma decoração sóbria de que sobressaem a pia baptismal octagonal de 1246 e, principalmente, o magnifico púlpito da autoria de Nicola Pisano datando de 1260.



O Camposanto é um vasto edificio rectangular datando de 1277. No seu interior pode admirar-se um belo conjunto de arcadas, um precioso conjunto de frescos e alguns monumentos funerários notáveis.

A nossa visita terminou no Museo dell’Opera del Duomo onde se pode admirar um conjunto de obras de arte provenientes do complexo monumental da Piazza del Duomo: esculturas dos séculos XII a XVI, o tesouro da catedral entre outros.

De regresso a “casa” dirigimo-nos á nossa próxima etape: Florença.

O “CIÚPIN”

A orla marítima mediterrânica de França não nos deixou uma recordação imperdível. Nem vontade de voltar.
Ou estamos perante marinas a abarrotar de iates do tamanho de paquetes, ou de condominios e vivendas de alto luxo, ou de zonas bastante degradadas que destoam do conjunto como é o caso de alguns locais de Antibes. Uma coisa porém encontrámos constantemente (e nisso todas as autarquias devem ter investido bastante): placas de proibição de estacionamento de autocaravanas. Variam entre as que proíbem o estacionamento das 21 às 07 e as que proíbem mesmo a paragem para contemplar a paisagem. As áreas de serviço são, na generalidade, pagas e de um preço que vale mais ir para o parque de campismo. Estas regiões de França são absolutamente anti AC. Não me apanham cá mais. Que diferença com outros locais deste mesmo país noutras latitudes!
Terminada assim a nossa pequena estadia em Antibes (que nem sequer mereceu reportagem fotográfica!) metemo-nos á autoestrada em direcção a Deiva Marina. Quem conhece esta autoestrada sabe a penosidade em fazê-la; túnel após túnel, uns mais curtos, outros mais longos, com uma circulação infernal de camiões. No entanto, os troços feitos ao ar livre são, na sua maioria, de grande beleza pois a via é muito próxima do mar e atravessa belas regiões. Existe uma estrada costeira, a Via Aurelia, mas não nos arriscámos a tomá-la.
Chegámos sem novidade ao nosso destino instalando-nos no Camping La Sfinge. A intenção é a visita da Região de Cinque Terre.
Logo à chegada, más noticias: a maioria dos trilhos que permitem a visita da Região encontram-se encerrados para beneficiações.
A Região das Cinque Terre compreende as vilas costeiras de Riomaggiore, Manarola, Corniglia, Vernazza e Monterrosso al Mare. Estas vilas não se visitam em automóvel; existe uma via férrea e trilhos costeiros que as ligam, daí a nossa desilusão ao saber que a maioria dos trilhos se encontram encerrdos.
Na manhã do dia 12 apanhámos o comboio para Manarola. Estas vilas são verdadeiramente surpreendentes e aqui vos deixamos alguns aspectos das mesmas. 


 Não posso deixar de referir a quantidade de turistas em visita a estes locais; aparentemente esta é ainda época baixa, mas as pessoas que visitam as vilas e percorrem os trilhos são já ás centenas. Nem quero imaginar o que será isto na época alta.
Terminada a visita a Manarola seguimos para Riomaggiore pelo trilho que tem o nome romântico de Via Dell’Amore. Certamente para desincentivar os grafitti o Parque Nacional de Cinque Terre vende uns pequenos cadeados em que os amorosos inscrevem os nomes e prendem um pouco por todo o lado ao longo do trilho.
Encontros na Via Dell'Ammore
Mais alguns aspectos que nos cativaram estão expressos nas fotografias que escolhemos para vos mostrar.

Um outro meio de visitar as Cinque Terre é apanhando o transporte maritimo que vos mostramos; o meio para embarque e desembarque é, no minimo, original.

E agora a explicação do titulo desta mensagem. Num dos guias que utilizamos para nos orientar nestas visitas estava uma recomendação para um restaurante em Riomaggiore, La Grotta.
Lá entrámos e ao estudar a ementa apareceu-nos um “CIÚPIN”. Fomos nisso e não nos arrependemos: trata-se de uma espécie de caldeirada de peixe e marisco, numa planturosa dose para dois onde ombreavam peixes diversos, mexilhões, lagostins, camarões, tudo cozinhado num excelente molho de tomate e acompanhados por pequenas fatias de um fino pão torrado. DIVINAL.
Depois desta refeição lá arranjámos coragem para completar a visita á vila. Em seguida tomámos o túnel para a estação de combóios e regressámos a Deiva Marina e á nossa “casa”.