domingo, 5 de setembro de 2010

RONCESVALLES

Carles li reis, nostre emper[er]e magnes
Set anz tuz pleins ad estet en Espaigne:
Tresqu'en la mer cunquist la tere altaigne.
N'i ad castel ki devant lui remaigne



Transcrevemos acima a primeira estrofe da célebre "Chanson de Roland"


Escolhemos entrar em França pelo desfiladeiro de Roncesvalles. Estradas “laboriosas” mas muito belas.
Paragem “obrigatória” na vila de Roncesvalles ponto de inicio do “caminho espanhol” para Santiago de Compostela. Aqui se dá apoio aos peregrinos que chegam do “caminho francês” e aos que aqui vêm iniciar a peregrinação de 790 km em direcção a Santiago.
Notáveis a velha Igreja de São Tiago, e a Capela do Espirito Santo ou Silo de Carlos Magno. Este é o edificio mais antigo de Roncesvalles tendo sido mandado construir por D. Sancho de la Rosa, Bispo de Pamplona, na primeira metade do século XII. Tem uma cripta onde eram sepultados os peregrinos que faleciam no hospital.

A lenda diz que se situa no mesmo lugar em que Carlos Magno mandou construir o tumulo de Roldan e recolher os restos dos soldados mortos na batalha (de Roncesvalles).


TORDESILHAS E O TRATADO

Na continuação da nossa viagem marcámos uma paragem para visitar Tordesilhas. Aqui, no dia sete de Junho do ano de 1494, foi assinado um acordo entre os reinos de Castela e Portugal que definia os limites que corresponderiam a cada Coroa das terras já descobertas ou ainda por descobrir. 

O acordo, que seria conhecido como Tratado de Tordesilhas, dividia o Oceano Atlântico por meio de um “risco” traçado de polo a polo, a 370 léguas a Oeste das ilhas de Cabo Verde, ficando o hemisfério ocidental para Castela e o oriental para Portugal.
No século XVI esta localidade contou com a presença, durante 46 anos, de Joana I de Castela que ficou conhecida para a história como Joana a Louca.
Tivémos oportunidade de visitar o Museu do Tratado que fica situado nas Casas do Tratado onde se mostram objectos relacionados com o processo das negociações.
Visitámos ainda o Real Mosteiro de Santa Clara (fotos não autorizadas) que é considerado um dos melhores exemplares mudéjares de Castela e Leão.
Na passagem detivémo-nos ainda na Plaza Mayor. De dimensões reduzidas, a sua estrutura responde às mais puras essências das praças maiores castelhanas.
Aqui almoçámos, tendo para o efeito estacionado a AC num jardim público, perto do centro histórico, onde nos parece que não haveria qualquer problema para pernoitar.

AINDA MONDIM. UMA CONTROVÉRSIA

Decidimos publicar na íntegra uma mensagem que recebemos da companheira Teresa Paiva. Fazê-mo-lo porque presamos muito esta companheira e porque as informações que recebemos em Mondim não coincidem com as que agora nos adianta. Fazê-mo-lo ainda para pedir desculpa por qualquer inexactidão que tenhamos cometido.
Eis a mensagem recebida:
Citação
Boa noite companheiro Victor
Dentro da boa colaboração que temos tido, tomo a liberdade de comentar a a afirmação que fez no seu blog: 
"E, já agora, porque não representarmos o CPA de que somos sócios, já que a Direcção do Clube não quis fazer-se representar, apesar de convidada?! Felizmente estavam presentes inúmeros sócios do CPA, que não foram “desviados” pelo encontro marcado para este mesmo fim de semana em Sangalhos."
 A Direcção do Clube não foi convidada. A Direcção do Clube teve nesse fim de semana uma reunião de trabalho entre corpos gerentes, marcada para Sangalhos para que ´que a despesa(pessoal) de deslocação não recaísse apenas nos elementos do Norte e não marcou qualquer tipo de encontro. E disso foi dado conhecimento no fórum.
Aceito com facilidade todo o tipo de criticas, não aceito de forma alguma inverdades.
Entenda este reparo apenas como sócia do CPA que não gosto de ver  atacado seja qual fôr a Direcção.
Terminando para dizer que no final é sempre a imagem do CPA que está em causa. Porque os homens passam mas as instituições ficam.
Fim de citação

sábado, 4 de setembro de 2010

SALAMANCA, AQUI TÃO PERTO


Fica realmente bem “à mão” esta bela cidade espanhola. Nestes últimos dias de Agosto foram frequentes os “encontros” com falantes lusos que por ali deambulavam.

Não explorámos as possibilidades de estacionar na cidade com a AC. Alojámo-nos no Camping D. Quijote que fica a 4 km do centro; existe um caminho pedonal ou para bicicletas ao longo do Rio Tormes que leva á cidade. Por nosso lado utilizámos um autocarro que, em cerca de 20 minutos, nos deixa em plena Gran Vía.
A partir daí, manda a lógica que se inicie a visita pela Plaza Mayor. É uma das maiores e mais belas de Espanha. Unamo chamou-lhe “corazón henchido de sol y aire”. Centro nevrálgico da cidade, coração a que afluem todas as artérias, nela lateja a vida salamantina.
A seguir, é um desfilar de monumentos que rivalizam entre si em beleza e em significado histórico e cultural:
A Universidade, um dos edificios mais importantes de Salamanca e uma das jóias da arte renascentista espanhola. Inaugurada em 1218 por Afonso IX de Leão e consolidada mais tarde por Afonso X o Sábio para competir com as universidades de Oxford, Bolonha e Paris. 
A jóia do edificio é a sua fachada, realizada em pedra dourada que comporta uma homenagem aos Reis Católicos. No seu interior escondem-se tesouros como a Aula de Frei Luis de León, a majestosa escada de acesso ao primeiro piso e a valiosissima biblioteca. Frente à Universidade encontram-se dependências igualmente notáveis como as Escolas Mayores.
A silhueta das Catedrais domina o céu salamantino e o seu interior recolhe a vida e a história da cidade e dos seus cidadãos. Conjunto histórico-artistico por excelência, erguendo-se em conjunto a Catedral Velha e a Catedral Nova. A Nova, gótica, renascentista e barroca nasce e cresce a partir da outra. Do silêncio intimo da Velha nasce o desejo de diálogo com um ente superior; a grandiosidade da Nova pressupõe a pequenez do Homem e a complexidade do Mundo.
A “Clerecia” é um edificio monumental barroco erigido pelos Jesuítas no século XVIII e é actualmente a sede da Universidade Pontificia. Em conjunto com a Casa das Conchas cria um enorme conjunto arquitectonico que, para além de ser um “ex libris” da cidade, se integra admirávelmente no tecido urbano.
A Casa das Conchas é um dos palácios mais populares da cidade. Foi mandada construir nos séculos XV/XVI por Don Rodrigo Arias Maldonado, cavaleiro da ordem de Santiago e daí a sua decoração exterior.
Todos estes monumentos foram vistos em detalhe no âmbito de uma visita/conferência guiada. Utilizando um pequeno comboio turistico tivemos ainda a possibilidade de visitar superficialmente o Convento de Santo Estevão, o Palácio de Monterrey, a Ponte Romana, o Museu de Arte Moderna
Ficámos muito longe de esgotar Salamanca. Um dia é francamente insuficiente. Mas fica assim de pé a vontade de voltar.

Nota: Feito com a ajuda do Guía de Monumentos fornecido pelo Turismo de Salamanca.

O ENCONTRO AUTOCARAVANISTA EM MONDIM DE BASTO

Por curiosidade e porque adoramos o Norte do nosso país decidimos, a titulo pessoal, estar presentes neste encontro.
A nossa postura em relação ao associativismo relacionado com o autocaravanismo fez-nos afastar de qualquer posição de direcção em todos os clubes, circulos ou o que quer que seja. Continuamos, porém, a ser sócios ou aderentes de várias organizações. Desta vez, a Presidente do CAI (Clube Autocaravanista Itinerante) tinha-nos pedido para representar o Clube; pediram-nos também que representássemos o CAB (Circulo de Autocaravanistas da Blogoesfera) de que somos membros com o Blogue que estão a ler.
Tudo bem!
Quero dizer que, apesar de não nos ter sido pedido, poderíamos representar o MIDAP de que também somos aderentes.
E, já agora, porque não representarmos o CPA de que somos sócios, já que a Direcção do Clube não quis fazer-se representar, apesar de convidada?! Felizmente estavam presentes inúmeros sócios do CPA, que não foram “desviados” pelo encontro marcado para este mesmo fim de semana em Sangalhos.
Mas vejamos: o José e a Isaura Cunha, com a ajuda do casal Boaventura e de mais alguns benévolos anónimos puseram de pé um encontro em que estiveram presentes 96 autocaravanas e mais de 210 pessoas. Não foram necessários clubes ou circulos ou outras associações. Foi bastante o empenho de uns poucos (com especial relevo para o casal Cunha) e a disponibilidade de uma autarquia que nos acolheu da maneira “fidalga” com que as gentes do Norte sabem receber.
Logo na sexta-feira, primeiro dia do encontro, tivemos a presença do Presidente da Câmara Engº Humberto Sequeira, que nos veio desejar as boas vindas à sua bela Vila. Na sua simpática alocução fez-se acompanhar pelos organizadores.
Recordemos aqui que o encontro teve lugar no recinto das feiras da Vila, em que a autarquia tinha feito instalar propositadamente postos de electricidade suficientes para que todas as AC se pudessem ligar, um local para despejos e abastecimento de água, assim como disponibilidade de sanitários.
Na noite de 6ª feira fomos brindados com a actuação do Rancho Folclórico de Vilar de Viando (terra de onde são originários os Cunhas). Sublinhe-se que a convite do Rancho muitos dos autocaravanistas puderam-se exercer-se nas danças do “vira geral”. No dia seguinte ouviam-se pela manhã algumas queixas de articulações em mau estado.


No sábado a autarquia disponibilizou transportes para visitas ao Parque Natural do Alvão, ao Santuário da Sra da Graça e a uma prova de vinhos verdes no lugar de Atei à adega Quinta d’Onega
O dia terminou com um jantar de confraternização dos participantes em dois restaurantes locais. Esse jantar contou com a presença da Vereadora e número dois da Câmara D.Teresa Costa, que numa breve alocução nos assegurou que seremos sempre benvindos a Mondim de Basto e, num futuro próximo, com a instalação de uma Área de Serviço para AC
.
No fim do jantar, na companhia de um grupo de concertinas, formou-se um cortejo dos restaurantes para o local de estacionamento. Cantou-se, bailou-se, envolveu-se a população local nos festejos.
Foi uma EXCELENTE representação do melhor que existe no autocaravanismo. Julgo que deixámos uma imagem muito positiva em Mondim de Basto.
No Domingo foi efectuada uma visita guiada à Vila. Os lugares de estacionamento, para quem assim o desejasse, foram disponibilizados até à quinta feira seguinte (dia da feira semanal).
Mai uma vez: Bem Hajam José e Isaura Cunha assim como a Autarquia e a população de Mondim de Basto!

CHEGÁMOS A CHARTRES

Dieta absoluta de Internet nos últimos dias. 
O telemóvel fez um capricho e só hoje voltou a funcionar mas creio que mal. Por onde temos andado nem televisão e alguns dias nem rádio. Retiro absoluto. Acabamos de chegar ao Camping des Bords de l'Eure em Chartres e mal nos disseram que havia Internet aqui estamos a dar as nossas primeiras noticias.
Chateau Le Haget
Saímos de Mondim de Basto em direcção a Salamanca (pernoitas e visita) depois Tordesilhas (de passagem e visita). Entrámos em França por Roncesvalles (visita), dirigimo-nos depois a Montesquiou onde pernoitámos no parque do Castelo Le Haget. Daqui para Sarlat la Canéda no Perigord com pernoita e visita. Daí para Chartres onde acabamos de chegar para visitar a sua parece que bela Catedral.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

EM MONDIM DE BASTO

Chegámos a esta surpreendente Vila Transmontana a 25 de Agosto. A partir de Vila Real o TomTom pregou-nos uma partida, fazendo-nos "navegar" pelo Parque Natural do Alvão, passando por Borbela e Bilhó; paisagens magnificas, mas estradas impróprias para corações fracos (em autocaravana). Lá chegámos ao Parque de Campismo da Federação no Lugar da Ponte em Mondim de Basto. Parque essencialmente campista mas muito calmo e onde passámos dois dias repousantes. Fica junto a uma notável ponte medieval e ao Rio Cabril; para os mais destemidos existem lugares possíveis para mergulhos.
Ponte Medieval
A 27 de Agosto juntámo-nos ao grupo de autocaravanistas em local posto à disposição pela Autarquia e em que se encontram disponíveis electricidade, sanitários e despejos. O Comité de recepção dos companheiros inspirava boa disposição e augurava o melhor para o encontro

Na manhã de 27 já se encontravam presentes um bom número de autocaravanas.
A vila de Mondim de Basto tem um belo património arquitectural e paisagístico.

O ponto de vista gastronómico também promete: hoje foram milhos ou milharos no restaurante O Transmontano, regados com um excelente verde tinto da Quinta D'Onega.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ENCONTROS

Na próxima semana saímos para o nosso passeio de Outono pela Europa e até Paris. Vamos começar esse passeio por Mondim de Basto onde marcaremos presença no Encontro Nacional de Autocaravanas (representando o CAI a pedido da sua Presidente).  Tentaremos fazer coincidir o nosso regresso com o 3º Encontro do CAS (a pesar de não sermos sócios fomos amavelmente convidados para participar, ao contrário de alguns que limitam os convites aos sócios). De 15 a 17 de Outubro tentaremos participar no encontro conjunto do CAB e MIDAP, dos quais somos aderentes. Pelo meio ficará o encontro do CAI (ainda sem data marcada) mas que sendo em meados de Setembro nos encontrará ausentes, o que muito lamentamos.
Não queremos deixar de salientar a vitalidade organizativa do movimento Autocaravanista com que muito nos congratulamos.
Encontro Nacional de Autocaravanas em Mondim de Basto
Encontro CAB & MIDAP no Alambre
3º Encontro do CAS 


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

VAMOS QUEBRAR O DEFESO



Já temos saudades da nossa autocaravana. A partir do dia 9 de Agosto andaremos pelas imediações da Marina da Amieira tentando tirar um pouco de proveito da nossa outra "casa".
Estaremos (Inch'Allah) no Encontro de Mondim de Basto organizado pelos companheiros Isaura e José Cunha.
Findo este encontro partiremos para a Europa com destino a Paris onde contamos permanecer uma semana. Depois...logo se verá. 

terça-feira, 20 de julho de 2010

PIEGE EN ITALIE - Fédération Française de Camping et de Caravaning

PIEGE EN ITALIE - Fédération Française de Camping et de Caravaning

Sempre tive um certo "receio" da Itália como destino turístico. Este recente alerta da Federação francesa conforta-me nesse receio! Atenção pois aos companheiros que escolherem esse destino para as suas férias.

sábado, 17 de julho de 2010

DEFESO

Para nós os meses de Julho e Agosto constituem período de defeso de autocaravanismo e são um merecido descanso para a nossa autocaravana. Respeitamos demais todos os nossos companheiros que devido aos seus afazeres profissionais são obrigados a utilizar este período do ano para "autocaravanear" para irmos também nós fazer-mo-nos à estrada neste período..
Quanto à "politica" autocaravanista: foi com admiração, satisfação e muita surpresa que tomámos conhecimento do muito recente relatório da reunião do Observatório não Governamental para o Autocaravanismo (pedimos perdão aos seus criadores mas achamos este nome demasiadamente pomposo e mesmo um pouco pretensioso).
  • Admiração porque continuamos a observar, com algum pasmo, a obstinação de alguns dos intervenientes em levar por diante, contra tudo e contra alguns, os ideais em que acreditam em relação ao autocaravanismo.
  • Satisfação porque julgamos que este poderá ser o caminho certo. Apesar de nos termos auto-excluído destas lides aplaudimos estas iniciativas desejando que elas frutifiquem para bem de todos.
  • Surpresa pelas atitudes que tem vindo a tomar a Federação do campismo. Quanto a isto continuamos desconfiados, aceitamos, agradecemos e observamos. Ainda não acreditamos.

Aproveitamos para desejar a todos os companheiros umas excelentes férias.

terça-feira, 29 de junho de 2010

PORTIMÃO

Já me congratulei com a decisão da Autarquia de Portimão que decidiu adiar, espero eu, a regulamentação do estacionamento e pernoita de autocaravanas no seu território. Fi-lo como autocaravanista e como munícipe de Portimão.
Estando afastado, enquanto dirigente,  de qualquer movimento associativo ligado à actividade autocaravanista sinto-me livre para opinar sobre o assunto, embora em nada tenha contribuído para este resultado.
Quero assim aproveitar a ocasião para felicitar o CAI, o CAS e todos os outros que pela sua acção oportuna conseguiram este resultado.
UNIDADE SIM, UNICIDADE NÃO!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

JOGADA DE MESTRE

Andavam por aí uns "líricos" a tentar criar uma Federação Autocaravanista. Com muito trabalho e dedicação foram criando clubes com a intenção de conseguirem massa critica para o efeito. Essa criação foi nitidamente desencorajada e mal vista por alguns sectores.
E, aí, bip-bip, o coiote é esmagado pelo pedregulho e cai no abismo
.
A Federação "campista" retrata-se do que sempre disse, apanha o carro em andamento, e NÃO EXISTE RAZÃO NENHUMA PARA SE PENSAR NUMA AUTONOMIA DO AUTOCARAVANISMO em relação à Federação campista.
Xeque e mate.

domingo, 20 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

O autocaravanismo em Portugal

Ainda não regressei a Portugal mas já me deparei com factos de pasmar. 
Nos tempos que vão correndo, com o lóbi dos proprietários dos parques de campismo a empurrarem os autarcas algarvios a fazer, mal feita, uma acção que já deveriam ter feito à muito, bem feita, a Direcção do CPA não achou nada melhor do que convidar para "uma sardinhada num parque de campismo". 
Mas atenção, convite apenas reservado aos sócios, não vá aparecer algum contestatário para estragar a salada de pimentos que por certo acompanhará as sardinhas. Só não se sabe se a dita actividade é reservada aos sócios com as quotas em dia ou se pode ir a grande maioria.
Sobre a matéria algarvia publiquei nos fóruns o texto seguinte. É certamente discutível mas é isso que eu penso:
"Quanto ao que se está a desenrolar no Algarve: era previsível que mais dia menos dia aquelas autarquias teriam que tomar uma posição pois era uma autêntica vergonha o que ali se andava a passar.
Os comportamentos de certos senhores que se deslocam em autocaravana (neste caso maioritariamente estrangeiros) vai a pouco e pouco fazer com que todos sejamos escorraçados.
Por exemplo, cada vez é menos possível encontrar um lugar para pernoitar na AS de Castro Marim: incrustam-se lá dias a fio e os "passantes" não têm possibilidade de fazer uma pernoita simples (aqui, como medida preventiva, poderia ser sugerido à autarquia que limite o período de estacionamento a 48 ou 72 horas no máximo).
Na bela praia fluvial das minas de São Domingos é muito provável que um dia floresça um dos sinais de proibição de estacionamento a AC; já uma vez alertei para o que ali se está a passar (e fui insultado por isso por um dos alarve-caravanistas que por aí andam). Também se poderia alertar a autarquia de Mértola para a necessidade de limitar o tempo de permanência (aqui até não me parece difícil pois, segundo constatei,  a GNR faz patrulhas no local várias vezes por dia).
Voltando ao Algarve: não me parece que haja grande coisa a fazer com excepção de tentar estabelecer uma diferenciação nítida entre quem quer ser autocaravanista e aquelas "lapas" que por lá andam a incrustar-se. Uma acção semelhante poderia ser efectuada em relação a Castro Marim e a São Domingos. Como preventivo. Senão, qualquer dia, só mesmo nos parques de campismo  (em sardinhadas do CPA?).
Pessoalmente, julgo que esta acção foi catalisada pelos proprietários dos PC : tristes senhores! Os auto-campistas que agora vão ser escorraçados (se o forem) não irão lá por isso cair nos braços desses senhores. Vão poluir outros ares e começo a temer pelo Algarve interior e pelo Alentejo."
Com isto quero dizer que não considero de qualquer utilidade a contestação das disposições que os autarcas estão a tomar (embora aceite que pode ser ilegal, inconstitucional e outras "juridices" do género); mas se vamos por esse lado vamos passar muito tempo a discutir e, entretanto os sinais de proibição estão lá e bem lá e as coimas vão passar a ser cobradas. Não será possível ter acesso aos autarcas e explicar-lhes que devem separar o trigo do joio e que não se deixem ir na conversa dos senhores da Orbitur (entre outros) porque os autocaravanistas que expulsarem dos estacionamentos de Portimão, de Alvor ou de Tavira de certeza que não vão entrar nos parques de campismo. Mas o que vão, com certeza, é deixar de fazer compras no comércio local. E este vai ressentir-se.