quinta-feira, 13 de maio de 2010

EM EL OUATIA

Como talvez suspeitem temos estado em jejum de Internet. Hoje, 13 de Maio, fizemos a ligação entre Amtoudi e El Ouatia. Decidimos assim ir ao Grande Sul, atá Dakhla, pois não estamos certos de quando voltaremos a Marrocos e, sentimentalmente, não queremos deixar de visitar por terra alguns locais que vimos do mar quando em actividades de pesca por estas zonas, há muito, muito tempo. O jantar em Amtoudi correu muito bem, principalmente porque fizemos alguns contactos com algumas pessoas presentes, que enriqueceram a viagem.
À passagem por Tantan tivemos que pagar "portagem": existe um sinal de Stop à entrada duma rotunda, no local mais estúpido que se possa imaginar. Como os policias sabem disso, não o vi, mas eles viram-me. Foi uma "portagem" de 400 DH; julgo que os policias estavam `a espera que eu entrasse em "negociações" mas não o fiz. Paguei, exigi o respectivo recibo e continuei na minha vida. O prazer que retiro da visita de Marrocos merece bem o pagamento desta contribuição. De resto, e até agora, as autoridades têm sido da máxima correcção e quando nos mandam parar é mais por curiosidade e para estabelecer algum diálogo que outra coisa.
Estamos pois no Camping Atlantic, em frente da praia, a vida é bela e vamos sair para visitar a cidade, ver o porto de pesca (deformação profissional) e a praia.
Logo mais, tentarei ver se passam algumas fotos porque o material de Amtoudi é de cortar a respiração!
Segue um resumo dos dias anteriores.
10 DE MAIO
Saímos do Camping Municipal de Ouarzazate que nos deixou uma boa impressão geral. Uma nota ridicula. Na ânsia de bem fazer os responsáveis pelo Camping colocaram azulejos e mosaicos novos nas cabinas de duche; acontece que o material escolhido, depois de molhado e ensaboado é extremamente escorregadio. Ao meu primeiro duche no local, sofri uma queda aparatosa, batendo com a cabeça numa esquina da parede. A coisa soldou-se por um grande “galo” e uma pequena dor de cabeça mas podia ter sido muito pior.
Fizémos uma escala no supermercado Dimitri para repôr alguns artigos alimentares europeus. Partimos depois em direcção ao Sul, por Agdz (paragem para comprar legumes no souk local) e pelo belo vale do Draa chegámos a Zagora que atravessámos para nos ir instalar no camping L’Oasis Palmier. O camping encontra-se efectivamente num local privilegiado  e deveria ser muito agradável se não se tivesse levantado uma tempestade de areia que nos deixou a nós e à AC num estado deplorável. Ausência completa de ligação Internet. 
11 DE MAIO 
Tendo tido noticia que mais para Sul, na zona de Mhamid, existiam ventos fortes com as consequentes tempestades de areia, decidimos não continuar nessa direcção, tendo tomado o caminho inverso para Tata. As R108 e R111 atravessam paisagens muito belas mas são efectivamente bastante dificeis tanto para o veículo como para o condutor. Mas lá as fizémos sem percalços, chegando ao camping municipal de Tata de que tinhamos muito boas referências pelo Guia e onde contávamos permanecer algum tempo.
Forte desilusão. O equipamento encontra-se em estado de semi abandono; as casas de banho num estado indiscritivel (mesmo para Marrocos) não estando presentes os duches e mesmo algumas torneiras. O local de despejos está abaixo de qualquer classificação!
É pena, porque a cidade em si é encantadora; e como é bom poder passear no souk local sem ser importunado por vendedores de artigos que não pretendemos comprar, encontrando ao mesmo tempo vendedores atenciosos quando se pretende fazer alguma compra. No nosso caso adquirimos o equipamento completo do perfeito fazedor de chá de hortelã: bule, copos, chá verde da china e hortelã. Já experimentámos e ainda faltam algumas afinações para ficar igual ao que se toma por aqui.
Pois é, senhor “maire” de Tata: a sua cidade é muito simpática só é pena que tenha deixado cair o seu camping de que existiam tão boas referências.
Por outro lado encontrámos o nosso primeiro companheiro do Forum “Le Maroc en CC”: tratou-se da equipagem “OTHEY24”. Com o simpático casal Vattier abrimos uma das nossas garrafas de espumante Monsaraz que em nada se envergonha na comparação com muitos champanhes franceses. Momento bem passado. 
12 DE MAIO 
Dadas as condições do camping partimos pela manhã, abandonando com pena esta simpática cidade. Pela desértica (e estreita) N 12, por Akka, Touzounine, Icht, chegámos ao desvio para Amtoudi. Com algumas porções destruídas pelas ultimas cheias, tendo que se utilizar desvios por pistas que deixaram os cabelos em pé ao vosso servidor, chegámos a Amtoudi (fim da estrada!). Valeu a pena o desvio: o Agadir de Id-Aïssa, encontra-se em bastante bom estado. É considerado um dos mais belos de Marrocos. A ascenção é dura, a descida não é fácil mas a recompensa é grande. Tentaremos dar-vos uma noção com algumas fotografias.
Este género de construção serviu no seu tempo para as populações do vale guardarem os seus alimentos e bens mais preciosos ao abrigo das pilhagens. O estado de conservação das construções é notável. As paisagens são magnificas. O vento sopra com furor: “Até a barraca abana!” como diria o outro. Vamos jantar uma tagine de cabrito no restaurante local. No próximo capítulo daremos as nossas impressões.

domingo, 9 de maio de 2010

A ESTRADA DO DADÈS




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NO MUSEU DO CINEMA

É TUDO A "FINGIR"....


...MENOS A FIGURANTE
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A KASBAH DE TAOURIRT




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ENCONTROS EM OUARZAZATE




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PALMAR DE SKOURA




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DOMINGO, 9 DE MAIO DE 2010

Estamos em Ouarzazate.
Depois do vale das mil Kasbahs. Depois de uma paragem em El-Kelaâ M’Gouna, na Cooperativa Artesanal dos Punhais Azlag, pelo Vale do Dadès, chegámos a Skoura e ao seu magnifico palmar. Dirigimo-nos ao Camping Amrhidil, no coração do palmar e em frente da Kasbah. Depois de instalados, contactámos Abdoul que se propõs servir-nos de guia para uma visita ao palmar, às kasbahs, ksours e outros mellahs. Assim aconteceu, num passeio de cerca de três horas. Os nossos olhos e o nosso cérebro registaram estes vestigios de civilizações que por aqui passaram, do século XIII até ao presente, e que deixaram monumentos de terra e palha (pisé) que ainda hoje nos encantam (a nossa máquina fotográfica também mas a ligação Internet que temos só muito erráticamente nos permite publicar alguns testemunhos deste nosso deslumbramento). Depois do passeio e de um duche com água aquecida por lenha, nas casas de banho mais rústicas que possam imaginar, mas também as mais limpas que encontrámos até agora, banqueteámo-nos com um couscous preparado pela esposa do proprietário do camping, uma berbere com quem muito gostariamos de ter conversado mas que só falava a sua lingua natal. Enfim, conseguimos fazer-lhe compreender que a refeição que nos preparou estava excelente.
No dia seguinte, 38 km até ao Camping Municipal de Ouarzazate, onde acampámos para passar o fim de semana. Os contactos que fomos tendo com o Manuel Vitorino, concretizaram-se num encontro, como não poderia deixar de ser, para almoçar. Imaginem, duas AC, toldo com toldo, mesa com mesa, bandeira nacional desfraldada, Amália Rodrigues a cantar e Sopa de cação da Bia em cima da mesa. Durou para a maior parte da tarde (até às onze da noite, com a ajuda de umas línguas de porco cozinhadas também pela Bia). De uma maneira bastante solidária conseguimos ajudar o Manel e a Bia  a continuarem a viagem com a AC mais leve. Bem hajam e continuação de boa viagem para nós todos.
Do nosso lado continuamos as visitas guiadas, tendo pedido a ajuda de Amou que nos mostrou com detalhe a Kasbah de Taourirt e o Ksar anexo. Visitámos uma Cooperativa de tapetes berberes (para o prazer dos olhos, porque compras evitamos ao máximo ou a AC dá cabo das suspensões), um Museu de arte berbere, misturada com vestigios da ocupação do ksar por judeus. No dia seguinte visitámos o Museu do Cinema onde se encontram guardados e visitáveis os ambientes em que foram filmados muitos filmes conhecidos. É o reino do gesso, do cartão e do “trompe l’oeil”. Uma boa parte do guarda roupa do “Gladiador” está ali exposto, infelizmente em péssimas condições. Amanhã vamos continuar, descendo até Zagora. A seguir logo veremos.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

LIGAÇÃO TODRA - DADÈS

A imponente chegada a Boulmane du Dadès

As nossas compras no souk
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TODRA-O DESFILADEIRO

É muito difícil apresentar em fotografia o esplendor das paisagens que vamos encontrando.




E ao dobrar duma esquina, um encontro insólito
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NO DESFILADEIRO DO DADÈS

Mais uma vez abandonámos o camping bem cedinho depois das rotinas matinais. Regressámos à N 10 em Tinghir e seguimos até Boulmane onde sabiamos existir um souk semanal às quartas feiras. Chegámos portanto ao souk, estacionámos e fomos fazer as nossas compras. Nada de máquinas fotográficas no souk; elas não são lá bem vistas. O produto das nossa compras será publicado em forma de fotografia quando a ligação Internet que possuímos o permitir.
Continuàmos portanto viagem em direcção ao desfiladeiro do Dadès, tendo desta vez decidido ir pernoitar num camping situado já depois do desfiladeiro mas perto dele (O Berbere de la Montagne).
A estrada que leva ao desfilladeiro e o próprio ponto mais estreito deste são verdadeiramente indiscritiveis. Espero que as fotografias que tentaremos disponibilizar dêm alguma ideia da imponência das paisagens encontradas. É dificil captar em imagem a beleza que nos rodeia; não há como vir ver no local!

RISSANI E ERG CHEBBI




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