sábado, 24 de abril de 2010

DIA 24 DE ABRIL

A noite foi passada no  parque de estacionamento com sossego e sem cuidos; dormiu-se bem. Acordar bem cedinho para as rotinas habituais e partida em direcção a Fès. A cidade de Meknès é, para nós, bastante confusa e as indicações de direcção brilham pela ausência. Tem sido inestimável a contribuição do Tomtom para o êxito da viagem. Decidimos evitar a autoestrada e fazer a ligação pela N 6. Decisão pouco judiciosa pois, poucos quilómetros depois de Meknès, a nacional encontrava-se cortada e fomos desviados pelo interior das terras apanhando alguns troços de pista bem mauzinhos. Duas notas positivas: a viatura portou-se lindamente e pasme-se, o Tomtom depois de uma pequena hesitação inicial, depressa se posicionou e levou-nos valentemente ao destino.
Paragem técnica no Marjane de Fès para reabastecimentos da despensa e da viatura (gasóleo a 7,29 DH/ 70 centimos de €).
Em seguida direcção do Parque de campismo “Le Diamant Vert” onde chegámos por volta do meio-dia e nos instalámos.
A Internet aqui passa relativamente bem o que nos permitiu enviar algumas fotografias para os blogues

MEKNÈS - AS FOTOS




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VOLUBILIS - AS FOTOS




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CONTINUAÇÃO

DIA 22 DE ABRIL 
A chuva não nos deixa. Choveu uma boa parte da noite o que torna a saída do camping sempre aborrecida pois cria-se lamaçal por todo o lado. Lá fizémos o necessário para deixar o camping e tomar mais uma vez o caminho do Sul. As estradas, até agora, continuam a não ser más, as paisagens são muito belas dir-se-ia que estamos no Norte de Portugal. Depois de cerca de 80 km passámos Ouazzane e parámos para almoçar no Motel-Camping Le Rif. Aqui pernoitaremos também.
Não há nem rede para o telemóvel nem para a chave INWI. Não haverá Internet hoje.
23 DE ABRIL
O Motel-Camping Le Rif, não sendo uma maravilha desempenha as suas funções por uma quantia módica. Saímos às 9 horas com rumo ao Sul. A N13 começa aqui a ser menos “agradável” que até agora. Mas já vi muito disto em Portugal e com calma faz-se bem. Chegámos ao sitio romano de Volubilis cerca das 11 horas. Visitámos durante duas horas. Mosaicos da época, impressionantemente conservados, tendo em consideração o cuidado quase nulo que têm com eles. Cidade romana do ano 40 da nossa era, é notável a qualidade do habitat que foi implantado e de que ainda hoje nos podemos aperceber.
No fim da visita, no próprio local, despachámos a nossa terceira tajine da viagem: está a tornar-se um hábito!
Seguimos depois para Meknès onde estacionámos num parking vigiado a cerca de 500 metros da medina. Depois de arrumada a viatura deu-se inicio à visita da cidade. Chegados à Bab Mansour optámos por fazer o circuito dos monumentos em caleche do que não nos arrependemos. Por 120 DH fez-se o circuito dos monumentos mais importantes, com paragens para visitas. Pudemos assim visitar detalhadamente o Mausoléu de Moulay Ismail, os celeiros e as cavalariças, o Agdal o bairro judeu, etc.
De regresso à Praça el-Hédime, embrenhámo-nos nas ruelas da medina, para disfrutar e também para algumas compras. Pela primeira vez tivémos a experiência de comprar legumes no “souk”: dentro de um alguidar que nos foi fornecido pelo vendedor fomos colocando o que pretendiamos: 2 beringelas, 6 courgettes, 1 pimento vermelho, 6 tomates, 8 cenouras. O homem pesou tudo junto e pediu-nos 12 DH (pouco mais de 1 €). Boa!
Sentámo-nos depois numa esplanada para disfrutar do desfile da multidão diante de nós. Sentimo-nos bem!
Amanhã, Fez.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

CHEFCHAOUÈN-AS FOTOS




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CHEFCHAOUÈN

É a nossa primeira experiência turistica em Marrocos. Quem conhece esta cidade não a esquece com certeza. Azul, azul, azul; ainda por cima a minha cor preferida.
Apontamento histórico: concebida como uma praça forte, foi fundada no fim do século XV com a intenção de defender o interior do país dos portugueses e espanhóis que assolavam a costa. Serviu de refúgio aos muçulmanos obrigados a deixar a Espanha em fuga da “reconquista” dos Reis Católicos, acolheu desde a sua criação, numerosos refugiados andaluzes, o que lhe valeu ser conhecida por “Pequena Granada”.
De notar que ainda hoje uma parte da população se expressa com facilidade em espanhol.
Neste dia 21 de Abril, cedo erguer para a visita da cidade. Descida a pé do camping, pela bonita encosta que passa por algumas campas de um cemitério que não sabemos se desafectado da sua função. Acompanhados por algumas gotas de chuva que tornaram a descida dificil, por escorregadia, e que logo no inicio proporcionou um valente “bate cú” a este vosso servidor.
Chegados à cidade, ficàmos imersos em azul e, propositadamente, perdemo-nos nas ruelas desta medina que nos enfeitiçaram. Visitámos as quedas de água Ras el Ma, onde numa agradável esplanada tomámos o nosso primeiro chá de hortelã. Regressámos em direcção à Praça Uta-El-Hammam, onde visitámos a Kasbah (que nos desiludiu, por se encontrar ao abandono). Voltámos a perder-nos nas ruelas da medina e, mais uma vez, abancámos numa esplanada para ver passar o mundo e saborear, desta vez, o nosso primeiro sumo de laranja (delicioso). Chegou a hora do almoço que foi cumprido na esplanada do restaurante Aladin que domina a Praça Uta-El-Hammam. E aqui, mais uma estreia, as nossa primeiras tajines (de frango com limão para ele, de frango com legumes para ela). Como foram realmente as primeiras, não temos termo de comparação, mas não deslumbrou. Veremos, num futuro próximo.
Cumprido o almoço tomámos o nosso primeiro “petit taxi” para regressar ao camping.  Visto o estado da viatura ficàmos a acreditar que os milagres realmente existem! Como aquele Fiat consegue continuar a andar deveria ser um caso de estudo para os engenheiros da marca.
Enfim, cá estamos a fazer-vos o relatório desta nossa viagem que amanhã deve continuar para Ouazzane, para visitar esta região de produção de azeite, antes de prosseguir para Volubilis e as suas ruínas romanas. Depois seguir-se-ão as cidades imperiais Meknès e Fès.
A chave Internet que adquirimos está hoje a fazer das suas e não nos permite enviar fotos. Fá-lo-emos logo que possível.

terça-feira, 20 de abril de 2010

RUMO AO SUL

Toda a cidade de Martil, assim como o passeio maritimo, estão em obras. A estrada que leva ao camping está em vias de ser refeita; o muro que protegia o Camping desapareceu o que faz com que se encontre completamente devassado. As instalações sanitárias são o minimo, mas realmente o minimo.
Não havendo aqui nada para ver, decidimos na manhâ de 20, fazer os 75 km que nos separam de Chefchaouen. E cá estamos no Camping Azilan, preparados para conhecer esta cidade do que daremos o devido relatório aos nossos seguidores.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

CÁ ESTAMOS!

Domingo 18 de Abril. Choveu toda a noite, por vezes forte, por vezes trovoada. O Parque de campismo ficou mais ou menos inundado. Saímos às 1000 horas por autoestrada, por Sevilha em direcção a Algeciras. Durante a maior parte da viagem fomos acompanhados por chuva violenta. Estacionámos em Palmones, em frente de Viajes Normandia às 1330. Depois de um almoço rápido num self-service local compràmos o nosso bilhete para Ceuta (A/R, AC + 2 pax, 200 €). Deslocámo-nos depois para o parque de estacionamento do Lidl para pernoitar o que fizèmos na companhia de mais cerca de 50 autocaravanas (e dizem que esta é a época baixa!).
Segunda-feira 19 de Abril.
Despertar às 0700, rumo ao porto para partida prevista às 0930, o que aconteceu com toda a pontualidade. Meteorologia magnifica: sol, mar chão, sem vento; travessia espectacular. Chegada a Ceuta às 1030 (hora ES), 0830 (hora MA). Sem mais tardar, em direcção à fronteira. As instruções do Guia Gandini sendo preciosas, todos os papéis necessários estavam prontos e o conjunto das formalidades durou cerca de meia hora. Olá Marrocos!
Primeira paragem num banco, para câmbio; 1€ = 10,85231 DH). Para o nosso maior conforto e descanso o Tomtom parece funcionar perfeitamente com o mapa de Marrocos e levou-nos direitinhos ao Marjane de Tetuão. Aqui adquirimos um modem Internet que nos permite estar a contar-vos estas aventuras. Compràmos também, por 20 DH, uma carta SIM que nos permite ter um número de telefone marroquino e fazer chamadas locais.
Era hora do almoço, tinhamos fome e…..vergonha….almoçámos num Pizza Hut. Como restaurante tipico não há melhor. Prometemos que não reincidiremos. Atestámos de gasóleo a 7,30 Dh/l (sim 70 cts, não sejam invejosos!). Fizémos os 12 km até Martil e mais uma vez o Tomtom nos levou brilhantemente à porta do Camping Alboustane para um primeiro descanso em terras de Sua Majestade Mohamed VI.