terça-feira, 24 de novembro de 2009

N'O Poço

Um pequeno à parte:
Chegámos a Portugal. Como acontece muitas vezes entrámos pelo Sul, com pernoita na AS AC de Castro Marim.
Um pequeno conselho: se vos apetecer comer fora vão a'O Poço, bem no centro da vila.
Peçam à D: Maria da Encarnação para vos fazer uma cataplana de bacalhau.
E depois digam-me....

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

PELA COSTA

O CABO DA GATA
Terminada que foi a visita a Granada descemos para o Sul em direcção a Almeria. Iamos com rumo ao Parque Natural do Cabo de Gata, com intenção de pernoita no PC Cabo de Gata que não conhecíamos. Oh cruel desilusão! Então nos Parques Naturais instalam-se estufas por todo o lado e estas fazem vazadouro dos seus detritos de produção nas marismas do Parque?
O PC nem era mau, apesar de se tratar de uma colónia de residentes britânicos, holandeses e alemães. Mas estava rodeado de estufas de produção de legumes e isso tirava-lhe todo o encanto.
A estrada da costa de Almeria até ao local onde estamos de momento, Torrox Costa, perto de Málaga é um mar de plástico. Não consigo encontrar o adjectivo apropriado para descrever a paisagem: fiquemos por deprimente.
O local de pernoita actual é o PC "El Pino"; outra colónia britânica; na recepção pouco castelhano se fala, no supermercado só inglês, no bar idem e a comida disponível no restaurante é tipicamente "british", brrr. Ficaremos por aqui pouquíssimo tempo.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A PROPOSITO DO IV ENCONTRO DO CAB

  1. A “Proposta aos Participantes do IV Encontro do CAB“, da autoria do companheiro Errante, parece-me ter todo o sentido. Efectivamente o CPA, como está, parece-me ser um corpo morto que em nada ajuda o movimento auto caravanista. O número de sócios de que se prevalece poderá ter a ver com o preço do seguro da Castela & Veludo (de notar que este preço só é competitivo para o seguro contra terceiros) e com a obtenção da carta de campista(que também pode ser conseguida noutros lados).
  2. A reacção do companheiro Papa Léguas entende-se por não ter apreciado que o seu nome fosse avançado publicamente, não estando de acordo com alguns dos pontos de vista defendidos pelo companheiro Errante. Esse ponto poderia e deveria ser discutido na reunião do CAB. A cena do telefone, sendo caricata, não me parece suficiente para colocar o CPA de parte; existem motivos bem mais pertinentes para isso.
  3. A contra-reacção do companheiro Errante é esclarecedora e pertinente. Apenas não consigo aceitar, nem compreender e passo a citar “ Finalmente uma palavra para dizer como lamento não estar presente no próximo encontro do CAB, em razão da minha permanente indisponibilidade para participar em programas recreativos focados nos meio-dias matinais. Uma indisponibilidade de sempre!” .
  4. Mais uma vez se me coloca a dúvida: vale a pena tentar o associativismo nesta actividade ou continuo a fazer turismo itinerante “orgulhosamente só”.
  5. E agora, por favor, que ninguém me venha acusar de estar a atacar ou a levantar polémicas com quem quer que seja. Estive apenas a pensar alto e achei que valia a pena passar alguns dos meus pensamentos a escrito para não me esquecer. Eu tenciono ir ao IV Encontro e gostava muito de lá ver estes assuntos debatidos serenamente.

GRANADA




Dá-lhe esmola, mulher,
que na vida não há nada
como a dor de ser cego
em Granada.

Este dito popular, inscrito num muro do Alhambra, evoca a beleza desta cidade, da sua localização privilegiada e das suas impressionantes jóias artísticas criadas pelo homem.
Na impossibilidade de tudo ver, optámos pelo Alhambra, pela Catedral e pela Capela Real.
A visita ao Alhambra tomou-nos um dia completo. Há que realçar, pelo menos, quatro visitas distintas: os Palácios Nazaries, o Palácio de Carlos V, a Alcazaba e o Generalife.
Os Palácios Nazaries constituem o núcleo central das construções. Nada no seu exterior nos prepara para a sua beleza interior; a variedade e originalidade decorativa das suas abobadas em moçárabes, cúpulas e estuques, a que se unem a água e a luz enquanto elementos arquitectónicos fazem deles uma jóia de valor incalculável. Os Palácios organizam-se em torno de três pátios: o Pátio do Quarto Dourado, o Pátio dos Arrayanes e o Pátio dos Leões. É impossível no âmbito dum post descrever a beleza das decorações dos Palácios Nazaries: no entanto não queremos deixar de expressar a opinião de que os homens que sentiram a necessidade de se rodear de tais refinamentos deveriam ter um nível cultural muito elevado. O Alhambra fascina pela sua arquitectura, engalanada por água e jardins, que plasma a tradição do “paraíso” Corânico. Pode surpreender que um poder político, na altura em decadência, tenha construído essa obra prima e que os avatares da história a tenham respeitado.
O Palácio de Carlos V, mandado construir em 1526 pelo imperador com o mesmo nome (e financiado com os impostos cobrados aos Mouros!) contrasta com os anteriores. O exterior tem alguma grandiosidade mas, na nossa opinião, pesada. A planta é de grande simplicidade, um circulo inscrito num quadrado; as fachadas constam de um corpo inferior pesadamente almofadado e de um superior compartimentado por pilastras jónicas. A decoração interior que se conserva é pobre. Confessamos que em comparação com os Palácios Nazaries este não nos conseguiu impressionar.
A Alcazaba é a parte mais antiga do conjunto; trata-se de um conjunto de fortalezas e muralhas, constituiu a parte militar do Alhambra. Na praça de armas existem restos do bairro castrense, dominados pelo volume da Torre da Vela, baluarte histórico em que foram içadas as bandeiras dos Reis Católicos aquando da conquista da cidade.
O Generalife é na essência uma residência de Verão que já estaria construída em 1319, sendo assim anterior aos outros palácios do Alhambra. Compõe-se de uma zona apalaçada simples, rodeada por magníficos jardins em terraços, nos quais mais uma vez a água joga um papel determinante.
Para a visita à Catedral entra-se pela Gran Via de Colón embora a fachada principal se encontre na Praça de las Pasiegas. A apreciação exterior do monumento é dificultada pelo seu encravamento entre os imóveis circundantes; de qualquer modo a fachada tem uma certa imponência embora sem comparação com, por exemplo, Chartres. O inicio da construção foi em 1518 mas, tendo as obras durado quase dois séculos, nasceu gótica e foi terminada como renascentista. O interior é majestoso pelas suas proporções e também pela decoração da capela principal, circular e muito alta. Destaca-se ainda a beleza dos orgãos.
Na Capela Real, de grande dignidade e riqueza são notáveis os túmulos em mármore dos Reis Católicos. Estes, desejando ser enterrados nesta cidade que tanta glória lhes tinha proporcionado mandaram construir, para o efeito, esta capela.
Aqui se deu por terminada a visita a Granada.
Nota técnica: Mais uma vez a viagem entre Córdova e Granada decorreu por auto-estrada gratuita. Como alojamento em Granada escolhemos o PC “Reina Isabel”. Está a curta distância do centro da cidade, e o transporte público pára à porta(viagem de cerca de 15 minutos, 1,10 €). Está classificado como de 2ª categoria, as instalações são muito correctas . A ligação Internet custa 3 €/24 horas. Integrado na ACSI, a pernoita custa 15 €/dia .
Uma das principais parcelas da despesas de viagem estão a ser as entradas em monumentos; para dois, no conjunto de Sevilha, Córdova e Granada e não visitando tudo, mas apenas o que considerámos mais importante, já lá vão 150 €.
A partir daqui a viagem muda de cariz, de cultural para de natureza. De Granada vamos para o Cabo da Gata e depois fazer a costa sul de Espanha até Portugal.
De notar ainda que, desde que saímos de Portugal a 7 de Novembro, temos sido bafejados por um tempo de quase Verão com sol e temperaturas estivais.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CORDOVA


Depois de Sevilha, Córdova.
O plano da visita incluia a Judiaria com a sua Sinagoga, a Ponte Romana e a Torre “de la Calahorra”, a Catedral (antiga Mesquita) e o Alcazar.
A judiaria é um bairro pleno de encanto em que o tempo parece ter parado nos seus becos e ruelas de extrema alvura; a Sinagoga é um dos poucos exemplos de sinagoga medieval conservados em Espanha. Um pouco mais abaixo encontra-se na Calle Judios o monumento a Maimónides, judeu universal famoso como filosofo e médico.
A ponte romana atravessa o Guadalquivir entre a Porta da Ponte (construída no sec. XVI) e a Torre de la Calahorra; nesta antiga fortaleza árabe que já serviu como prisão para nobres, quartel e até escola, encontra-se neste momento instalado o Museu Vivo do Al Andaluz. É um museu audiovisual que apresenta a história da Córdova califal; as grandes correntes do pensamento dos séculos XII e XIII são representadas pelo rei cristão Afonso X o Sábio, pelo judeu Maimónides e pelos sábios muçulmanos Averroés e Ibn-Arabi. Ficámos extasiados com a abertura de espírito destas personagens, principalmente se comparada com a estreiteza de vistas dos representantes actuais das três religiões do livro. Ainda neste museu encontra-se uma notável maqueta da Mesquita como ela deveria ser antes da transformação cristã; a maqueta é tal que fotografias que lhe fizemos podem enganar os menos atentos como se da mesquita real se tratasse.
A arquitectura, única no mundo, da Mesquita-Catedral retrata a história de uma época fascinante, sendo um testemunho da fé de muçulmanos e cristãos. Sobre a basilica visigótica de São Vicente foi erigida, entre os seculos VIII e X a mesquita que hoje conhecemos. Depois da Reconquista, os cristãos “enxertaram” uma Catedral gótica no coração das suas delicadas naves. Mesquita e Catedral falam-nos cada uma dos seus difererentes credos, com o denominador comum da sensibilidade. O visitante actual contempla um edificio heterogeneo formados por dois templos tão magnificos como distintos.
O Alcazar é uma residência-fortaleza construída no século XIV por Afonso XI. Os seus muros testemunharam uma entrevista, em 1486, entre Cristóvão Colombo e os Reis Católicos, acontecimento registado em estatuária que se encontra nos magnificos jardins.
PS: Estas notas de visita aos monumentos foram efectuadas com o auxilio do Guia Verde Michelin da Andaluzia.
Nota técnica: a viagem entre Sevilha e Córdova decorreu pela autoestrada gratuita A4. Como alojamento em Córdova escolhemos o PC “El Brillante”. Este, tem como principal vantagem a de estar dentro da cidade, sendo compatível com a deslocação a pé aos principais locais de interesse. Está classificado como de 1ª categoria, sendo as instalações correctas e completas. Não possibilita ligação Internet. O seu principal inconveniente é o preço: 21 €/dia a AC e duas pessoas mais 5 € se quiser electricidade.
Agora rumo a Granada.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

EM SEVILHA






Antes de mais, é indispensável visitar: http://www.cab-circulo.blogspot.com/ . Efectivamente o encontro do CAB vai ter lugar na Marina da Amieira. Está aberto a não aderentes. Na minha última visita à Marina no dia 7 de Novembro os responsáveis tanto da Marina como do restaurante mostraram-se disponíveis para nos proporcionarem todas as facilidades possíveis.
Agora, Sevilha:
cidade em que já tinha estado várias vezes mas, como em muitas outras que visitei, o conhecimento limitava-se a aeroporto, salas de reuniões, hotel e aeroporto.
Desta vez é turismo e esta cidade é, toda ela, um autêntico postal ilustrado; tínhamos-lhe atribuído dois dias completos mas é pouco. A Catedral e a sua Giralda; a magnificente Praça de Espanha, o Alcazar e os seus Jardins, o espantoso Arquivo das Índias (os adjectivos estão-me a faltar) e para os aficionados a Praça de Touros da Maestranza e o seu Museu. Umas, poucas imagens das centenas que fiz ilustram este post.
Alguns dados técnicos: a viagem da Amieira Marina para Sevilha foram uns escassos 240 km. O alojamento escolhido foi a Área de Serviço para AC do Puerto de Gelves. Fica a escassos 4 km do centro e existe um serviço de autocarro por 1,25 €.
E amanhã vamos para Córdoba.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aqui vamos nós de novo

Depois de uma pausa para tratar de assuntos médicos aqui estamos de saída para a Andaluzia com escala em mais um Enojantar na Marina da Amieira no próximo sábado 7 de Novembro.
Quanto à autocaravana também foi ao "médico" e espero que desta vez o assunto do funcionamento do frigorífico a gás esteja resolvido. Acabou também de ser instalada uma roda sobressalente já no âmbito da preparação para a viagem a Marrocos do próximo ano.
Neste périplo da Andaluzia esperamos visitar Sevilha, Córdova, Granada, Almeria e depois vadiar um pouco pela costa mediterrânica.
Se tudo correr bem estaremos de volta à marina da Amieira a 27 de Novembro para a reunião do CAB.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

VIII ENCONTRO CCPt

MAIS SPA E VIII ENCONTRO DO CCPt

Cumprido o dever cívico e digeridos os resultados partimos de novo, a 29 de Setembro, para as Termas do Carvalhal-Castro Daire www.termasdocarvalhal.com . Além de serem umas termas com um bom serviço de SPA têm, para nós, a vantagem de se encontrarem a 500 metros de um PC muito agradável de que fomos, durante os quatro dias de permanência, os únicos hospedes.
A 2 de Outubro seguimos para Lamego para nos incorporarmos no grupo dos participantes do VIII Encontro do Camping Car Portugal www.campingcarportugal.com. Devo confessar que íamos um pouco receosos porque sabíamos que se ia reunir um grupo bastante grande e porque a nossa única experiência de reunião autocaravanista alargada fora bastante frustrante.
Chegámos ao local de reunião, o novo recinto para feiras de Lamego, gentilmente cedido pela municipalidade; já ali se encontravam alguns companheiros e ao longo da tarde continuaram a chegar e a chegar e a chegar! 58 autocaravanas num total de 138 participantes! E que boa disposição e que convivialidade e que facilidade em integrar os mais novos nestas lides.
Dia 3 de Outubro: de acordo com o programa, Briefing às 0830 horas. E aí, começou o Show!!!
Paulo e Cristina Rosa, Fernando e Sandra Luís
vocês suplantaram tudo o que seria expectável. Não acredito que organizadores de eventos profissionais chegassem ao vosso nível e, mesmo que chegassem do ponto de vista técnico, nunca vos poderiam igualar em empenhamento e, especialmente, em simpatia.
É também justo sublinhar o comportamento de TODOS os participantes: não houve atrasos (e nós sabemos como a pontualidade não é uma das qualidades marcantes dos portugueses), não houve tentações de auto campismo, as visitas e as deslocações foram feitas de maneira super civilizada, funcionou a entre ajuda e a simpatia entre participantes.
Divididos, pelos cuidados da organização, em três grupos para as visitas culturais e turísticas e em quatro para as deslocações em AC, lá demos inicio à visita guiada à cidade de Lamego. Visita à Catedral, ao Museu e subida ao Santuário de Nª Srª dos Remédios em Comboio Turístico ( o Comboio estrambólico cujo pândego condutor se revelou poeta, cantor e animador). O Museu foi para nós uma descoberta interessante, possuindo algumas peças únicas tais como as tapeçarias flamengas e as telas de Grão Vasco que incitam a visita mais vagarosa no futuro. É esta uma das mais valias destes encontros: o encontro de pistas a explorar mais tarde.
Depois do almoço livre, partida em quatro grupos de ACs para Peso da Régua. Instalação no parque de estacionamento junto ao rio expressamente reservado para nós pela autarquia. Visita guiada à cidade com guia fornecido pela autarquia e visita ao Museu do Douro (na nossa opinião a menos interessante das visitas). Mesmo o nosso guia expressou a opinião de que, para exposição inaugural seria muito mais justo escolher o Marquês de Pombal ou a Ferreirinha. Mas parece que o Barão de Forrester chama turistas ingleses!!! Mais uma vez, pomo-nos de "cócoras". À noite, Jantar Convívio no Restaurante O Torrão; e que convívio. Para além da qualidade geral da refeição servida imperou o ambiente de cordialidade.
Domingo 4, cedo erguer e pequena caminhada até à Estação de Comboios de Peso da Régua para embarque em direcção ao Pocinho; transporte para o ancoradouro e embarque no "Tomaz do Douro". Serviço de almoço durante a descida do rio com as suas paisagens magnificas. Chegada ao Peso da Régua cerca das 17 horas. Fim de mais um dia bem passado.
O dia 5 de Outubro iniciou-se com mais uma deslocação em AC, desta vez para Murça. Apenas chegados e estacionados no local previsto pela autarquia, iniciaram-se as visitas: ao Centro Interpretativo de Castro de Palheiros, à Cooperativa de produtores de azeite e à Adega cooperativa regional. O Município de Murça preparou um conjunto de visitas com uma amplidão e um interesse que era virtualmente impossível de cumprir no tempo impartido. E era ver a preocupação dos nossos organizadores eméritos porque, segundo eles, alguma coisa estava, finalmente, a correr mal. Isto é, as visitas tinham um interesse tal que eram impossíveis de cumprir a tempo de estar a horas decentes no Restaurante Borges onde finalmente acabámos por almoçar cerca das duas da tarde. Mais uma cidade que fica nos registos para visitar mais tarde com mais vagar. E para reincidir nas compras de vinho e azeite.
Finalmente, chegada a hora dos beijinhos e abraços, cada um foi à sua vida, não sem antes começar a perguntar: ONDE É O IX ENCONTRO?.
O tempo parecia estar a mudar e a ameaçar chuva. Não encontrámos coragem para regressar imediatamente a casa e fomos pernoitar no PC de Vila Real. Noite de chuva e vento violentos.
A 6 de Outubro, depois de 575 km feitos sem "cuidos" chegámos a casa e arrumámos as viagens pelo menos até Novembro. Se o tempo ajudar está previsto um circuito por Sevilha, Córdova, Granada, Almeria, Málaga, Cádis e um pouco de vadiagem pela costa mediterrânea; vamos a ver o que manda a meteo.
Entretanto chegou a documentação para a viagem a Marrocos no próximo ano; mapas, roteiros, etc. Permanece a dúvida se partimos sós ou em viagem organizada. O maior prazer, o do planeamento, esse já começou.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Terras do Norte

SPA E PAISAGENS DO NORTE DE PORTUGAL

A 1 de Setembro saímos de casa rumando a Setúbal onde embarcámos no ferry para Tróia. Proa ao Sul, o mais pela costa possível, até Vila Nova de Milfontes; instalação no PC. Passeios pelas praias locais.
No dia 3, direcção Castro Verde para conhecer o recente PC Municipal: Moderno, limpo, bem equipado, preço moderado; de lamentar alguns erros de concepção de que se destaca o declive do local destinado às ACs. A vegetação recém implantada não fornece, por enquanto, a mínima sombra o que, no pino do Verão alentejano, deve trazer alguns problemas. As piscinas municipais estão no edifício ao lado.
No dia 4, saltinho para a Marina da Amieira com escala na Aldeia da Luz (visita ao Museu local www.museudaluz.org.pt). No restaurante da Marina da Amieira realizava-se mais um Enojantar, apresentando desta vez os néctares do Monte da Ravasqueira www.ravasqueira.com
No dia 6, jornada de 632 km com destino ao PC de Cerdeira, no Gerês, onde acampámos para uma semana de SPA termal.
Durante a semana termal demos uma escapadela ao restaurante O Abocanhado www.abocanhado.com ; vale pela cozinha mas especialmente pela implantação arquitectónica na aldeia de Brufe e pelas paisagens circundantes.

Completamente "recauchutados" por uma semaninha de "mimos" termais iniciámos um passeio por:
Braga - instalação no PC Municipal e dia de visita à cidade. Destaque para as visitas à Fonte do Ídolo e Sé.
Guimarães - estacionamento no parque do Castelo. Visita demorada do mesmo, da capela onde se encontra a pia baptismal de D. Afonso Henriques (assim como inúmeros sinais de presença templária), do Museu Alberto Sampaio e da cidade em geral.
Chaves - Instalação no PC Quinta do Rebentão; visita da cidade e das suas termas.
Bragança - Instalação na espectacular AS para AC. Obrigado autarquia de Bragança; bela localização, AS completa, iluminada e em local privilegiado. Visita demorada do Castelo e da Domus Municipalis. Todos os monumentos e jardins se encontram perfeitamente tratados e conservados. Deve ser bom viver em Bragança.
Rio de Onor - Viagem para esta simpática aldeia semi portuguesa e semi espanhola. A viagem foi feita com escala em Gimonde para re-visita ao restaurante D. Roberto www.amontesinho.pt que recomendamos. Pernoita à beira rio perfeitamente calma.
Regresso a Bragança, via Puebla de Sanábria e instalação no PC do INATEL. Neste PC, que já conhecíamos e que muito apreciamos vivia-se um ambiente um pouco estranho, pois nele se tinha instalado um conjunto de Caravanas espanholas e francesas, com pessoas de etnia cigana. Estas pessoas, embora não provocassem distúrbios, viviam à sua maneira e já tinham avisado a recepção do PC de que não tencionavam pagar a estadia. A qualquer tentativa de repor a legalidade é oposta a acusação de racismo e/ou xenofobia. Em Braga presenciámos uma situação semelhante. Ai o politicamente correcto!

A partir daqui, seguimos o caminho seguinte:
Vimioso
Miranda do Douro - Visita à Sé Catedral e às ruínas do Paço Episcopal e do Castelo.
Sendim
Mogadouro - Terra natal de Trindade Coelho. Almoço e visita ao Castelo.
Freixo de Espada à Cinta - Onde está prestes a ser inaugurada uma estrutura com acolhimento para ACs.
Barca de Alva - Onde pernoitámos numa situação (quase) privilegiada, frente ao rio, ao lado da ponte Hintze Ribeiro. E dizemos quase, porque a falta de higiene nos contentores do lixo acumulados no local mais turístico da vila cria um péssimo cartão de visita.
Figueira de Castelo Rodrigo
Almeida - É imperdoável mas não conhecíamos e é imperdível. www.cm-almeida.pt Visita demorada ao forte e ao recém inaugurado (Agosto 2009) museu militar. Forte destino histórico o desta vila, muito bem retratado no museu.
Sabugal - No seu Castelo estão visíveis os sinais da presença templária.
Sortelha - A intenção era uma visita gastronómica ao Restaurante D. Sancho o qual, infelizmente se encontrava encerrado. No entanto não demos o nosso tempo por perdido pois a visita à aldeia é mágica. No castelo é palpável a mística templária. Adorámos esta aldeia e com imensa pena verificámos os desgastes provocados pelos incêndios deste Verão.
Idanha-a-Velha - Efectuámos o percurso urbano desta simpática aldeia de ambiente pitoresco; íamos especialmente direccionados para a Torre dos Templários e verificámos, com espanto, que se encontra ao abandono, no quintal de uma pequena habitação e sem a mínima dignidade na sua apresentação. Uma má nota para a Junta de Freguesia local. Encontrámos o forno de pão comunitário onde conseguimos adquirir uma espécie de pão - bica - confeccionado com azeite: delicioso.
Para finalizar o dia, e pernoitar, escolhemos o PC da Orbitur na barragem Marechal Carmona.
No dia 25, pela manhã, rumo a Alenquer e instalação no respectivo PC. A 26 teve lugar uma enriquecedora tertúlia no Bar do Além sobre a temática Templária, seguida por convivial almoço.
A 27 de manhã interrompemos a nossa viagem para ir ao nosso local de residência e cumprir o nosso dever cívico de eleitores.

sábado, 15 de agosto de 2009

Marrocos

Primavera de 2010. Marrocos. O projecto está aì.
Compra de cartas e guias; consulta intensiva de blogs e forums, principalmente franceses.
Haverá algum companheiro com vontade e possibilidades de fazer companhia.
E alguém que já tenha feito e possa dar algumas dicas?

terça-feira, 14 de julho de 2009

Bruxelas - Lisboa - A viagem

A 22 de Junho iniciámos, portanto, a nossa viagem de regresso a Portugal. Não quero deixar de registar aqui um aviso aos companheiros que necessitem de um PC em Bruxelas. Nós não procurámos o suficiente pois nem sequer necessitávamos de permanecer na AC mas apenas guardá-la em local seguro; numa próxima vez tentaremos escolher outra solução.Tentem encontrar outra coisa que o Royal Camping e Caravaning Club; foi escolhido por se tratar do único suficientemente próximo do centro da cidade mas é realmente mau e a evitar, se possível.
Pela E40 em direcção à costa belga fizemos a nossa primeira paragem em Koksijde onde almoçámos na AC estacionada à beira da praia. Continuámos depois na direcção da França tendo ido parar num associado France Passion, a Cap Nature em Audinghen, perto do Cabo Griz Nez.
Aproveitámos para visitar a Bateria Todt integrada no Museu do Muro do Atlântico.
Pernoitámos sossegadamente na companhia de outra AC de nacionalidade belga.
No dia seguinte iniciámos bem cedo uma das que seria das maiores jornadas da viagem com destino final previsto para o Mont Saint Michel. Mas antes, paragem para almoço em Pont l'Eveque, no Les Tonneaux du Père Magloire. Depois do almoço dentro duma das pipas que fazem parte da decoração da casa e de um reabastecimento do bar em Calvados e Pommeau continuámos a nossa viagem tendo chegado sem novidade ao PC Les Pommiers em Beauvoir a 3 km do Mont.
Les Pommiers é um pequeno parque simpático, integrado na ACSI (pernoita 13€) (http://www.campingcard.fr/fr/fr/accueil/uc10-l3-n253/; porém, como muitos outros, recebem ACs mas não possuem os equipamentos necessários para as acolherem, especialmente os despejos de sabonetadas. Como, além disso, fica um pouco distante do Monte deslocámo-nos para o estacionamento de ACs na base do monumento:

Desde a nossa última visita foi criado um novo tipo de percurso, dando uma perspectiva histórica da construção e evolução do Mt. St. Michel com recurso a ajudas audio-visuais.

Depois do almoço na esplanada da Mère Poularde (tradição obriga) demos por terminada a visita e iniciámos a viagem em direcção a Carnac. Estacionámos na AS municipal na companhia de bastantes ACs na sua maioria francesas.

Passeio a pé até aos alinhamentos megaliticos do Ménec onde embarcámos no comboio turistico que nos fez visitar os vários alinhamentos, as praias e, especialmente, o porto desportivo de La Trinité sur Mer autêntica Meca dos amantes dos desportos náuticos.
A 25 de Junho continuámos a nossa viagem para Sul; almoçamos na AC em Aigrefeuille. Constatamos mais uma vez que são muitas as autarquias que, desinteressadamente proporcionam áreas de serviço par ACs por vezes muito agradáveis. Como estávamos na zona do Muscadet parámos em La Milsaudière para abastecer a cave (35 € por uma caixa de 12 garrafas de um excelente Muscadet). Fomos pernoitar a Chatelaillon-Plage no PC Le Village Corsaire des deux plages.
A 26 continuàmos em direcção a Biscarrosse-Plage, pelas departamentais e utilizando o Bac de Royan (44,60 €, mas evitando a penosa travessia de Bordéus).

Parámos em Andernos para fazer um almoço de ostras, o que não se veio a verificar pois a venda estava proibida por razões sanitárias. Instalámo-nos no PC Campéole Plage Sud, muito conveniente para quem queira fazer praia em Biscarrosse. Ao sábado, mercado de frutos e artigos regionais muitissimo simpático; comércios de comida feita "para levar", dos quais saliento uma peixaria com peixes e mariscos cozinhados muito em conta e excelentes. Proporcionou belos petiscos.
A 29 reiniciámos a viagem, continuando por estradas departamentais, por Mimizan, Vieux-Boucau, CapBreton, Anglet, Biarritz e Hendaye, passando a fronteira com Espanha sem os problemas de engarrafamento que são frequentes na fronteira principal da autoestrada. Dirigimo-nos à AS para ACs de Lierganés, na Cantábria, para pernoitar. Local muito conveniente para quem queira visitar San Sebastian; a AS encontra-se no parking da estação ferroviária donde parte um comboio todas as horas (entre as 07 e as 22). É gratuita e possui todos os serviços necessários.
Dia 30: percurso planeado Lierganés - Bragança. Esta zona de Espanha está muitissimo bem servida de Autovias, excelentes e gratuitas, seguimos, assim por: A67-Autovia Cantábria/Meseta, A231-AV Camiño de Santiago, A66-AV Ruta de la Plata e A52-AV de las Rías Bajas. Saímos para Puebla de Sanábria/Lago de Sanábria. Fomos eatacionar perto da Playa de Viquiela para almoçar.

Comecei a reparar, com agrado, que nestes locais estão completamente ausentes os embirrantes letreiros a proibir, ou mesmo a condicionar o estacionamento das ACs. E, caros companheiros, para quem não conhece, recomendo muito. São locais absolutamente maravilhosos. A própria vila de Puebla de Sanábria pareceu-nos muito bela e está prevista uma visita num futuro muito próximo.
Como bela é a estrada de ligação para Bragança; entrados em Portugal por Portelo e França fomo-nos alojar no PC da Inatel.


Notável este PC. Para além de ser muito económico, tem excelentes instalações para o serviço dos nossos veículos. É de uma calma absoluta, bonito, bem conservado. Aqui encontrámos as instalações sanitárias mais bem cuidadas de toda a viagem. De recomendar absolutamente.
A 2 de Julho deixámos, com saudade, este PC e dirigimo-nos ao Turismo em Bragança para obter documentação para a preparação de uma próxima descoberta de Trás-os-Montes que conhecemos muito mal mas pela qual ficámos apaixonados. Tencionamos regressar muito em breve. O nosso destino era a Marina da Amieira, no Alqueva onde tinhamos marcado mais um dos nossos Enojantares. A preguiça não nos permitiu fazer o percurso de uma só vez e dirigimo-nos portanto à Barragem Marechal Carmona, na Idanha, para pernoitar no PC da Orbitur. Sem história e sem menção especial. Foi mais para conhecer que outra coisa pois continuamos a considerar-nos principiantes e a fazer descobertas. A este, provávelmente, não voltaremos.

Estamos a 3 de Julho, aproxima-se o fim da viagem. Viagem até ao Alqueva e instalação no estacionamento da Marina com uma paisagem que muito nos agrada.

A 5 de Julho regressános a casa.
Estatisticas sucintas:
Saída de casa: 26 de Maio; regresso: 5 de Julho
6382 km percorridos
Despesas totais: 2.894 €
sendo
Gasóleo-800 €
Portagens-160 €
Pernoitas-452 €
Supermercados-404 €
Diversos-1078 €
Haveria maneira de cortar na rubrica diversos pois nela estão incluidos artigos, tais como cervejas trapistas, vinhos e licores que se destinaram a abastecer a garrafeira de casa. De resto, as visitas a museus e outros monumentos em França são bastante "salgadas" mas não as consideramos evitáveis.
E estamos já a planear a próxima.







sábado, 27 de junho de 2009

De regresso a Portugal

Estivemos em "black-out" Internet nos últimos dias. Por incrível que pareça a maioria dos PCs franceses não têm Internet ou têm-na a preço dissuasivo. Aliás, das condições encontradas em PCs, falaremos com mais detalhe em mensagens posteriores.
Depois de passar-mos a última noite na área de serviço de Liérganes na Cantábria acabámos de nos instalar no PC da Inatel em Bragança.
Dentro em pouco daremos um resumo da viagem de regresso de Bruxelas. Para já, apenas queria partilhar duas imagens de um local que nos é muito querido e que fomos recordar:

O Mont Saint Michel

De noite


De dia